quinta-feira, dezembro 01, 2011

Exercício de Sociologia - Comportamentos Sociais.

01. (NE10 - Adaptada) Devido ao boato sobre um possível transbordamento da barragem de Tapacurá, localizada em São Lourenço da Mata, o dia 05 de maio no Recife foi um caos. Os expedientes foram suspensos e as pessoas decidiram voltar mais cedo para casa. Isso acabou provocando congestionamentos em várias localidades do Recife. O trânsito nas avenidas Conde da Boa Vista, Agamenon Magalhães, Mário Melo, João de Barros, Norte e Visconde de Suassuana, ficaram totalmente paralisados no fim da tarde e início da noite...Muitas pessoas desistiram de ir de ônibus e decidiram sair andando.
Tendo em vista a notícia que foi lida, marque a alternativa correta:
a) A ideia que temos sobre comportamento social é apenas ligada aos modismos que surgem ao longo do tempo.
b) O comportamento coletivo das pessoas em sociedade não são influenciados por boatos e fofocas.
c) De acordo com a reportagem, pode-se perceber que vários fatores podem influenciar o comportamento coletivo das pessoas na sociedade, nesse caso foi um simples boato.
d) Podemos perceber que a sociedade está sempre passível de entrar em uma espécie de pânico coletivo, por isso que é necessário uma censura política nos meios de comunicação.
e) Todas as alternativas não se relacionam com o texto lido, portanto, todas estão incorretas.

02. (PE360º) Moradores da Vila Torres Galvão, em Paulista, e da Cidade Tabajara, em Olinda, Região Metropolitana do Recife, fizeram um protesto que parou o trânsito na rodovia estadual PE-15. A manifestação começou ás 18h. A população desses bairros quer mais sinalização, como semáforos e lombada eletrônica, no trecho da PE-15 próximo ao Cemitério Morada da Paz. Os moradores queimaram pneus e fecharam o trânsito. Eles disseram que na semana passada três pessoas foram atropeladas no local e uma delas morreu.
Sobre o texto lido é incorreto afirmar que:
a) A população pode se manifestar coletivamente após a ocorrência de certos fatos que influenciam diretamente e indiretamente suas vidas.
b) A ocorrência de atropelamentos motivou a população se comportar de uma maneira que não era habitual.
c)Esse é um bom exemplo de comportamento social, pois a população foi "provocada" por um fato e passou a se manifestar para chamar atenção para o problema que estão passando.
d) Fica bastante claro que a população apenas se manifestou dessa forma para chamar atenção apenas da imprensa e atrapalhar o trânsito.
e) Temos um excelente exemplo de comportamento coletivo, pois envolve a participação de um número de pessoas e um fato que não é rotineiro.

03. (G1/Globo Esportes) Durante o mês de novembro de 2011 os torcedores do Sport Clube do Recife promoveram um quebra-quebra, atingindo o patrimônio e o ônibus do clube além dos carros de alguns dirigentes e jogadores. Pois bem, como sabemos os comportamentos coletivos podem ser organizados ou espontâneos. sobre essa questão, marque a alternativa correta:
a) O fato narrado pelo texto é um exemplo de um comportamento coletivo espontâneo, ou seja, a multidão atendeu a um fato que não era esperado naquele momento.
b) O fato em questão trata-se de um comportamento coletivo espontâneo, assim, nenhuma das pessoas cometeram infrações penais.
c) Estamos diante de um tipo de comportamento coletivo oranizado, pois é possível prever essas ações, haja vista, o histórico do vandalismo das torcidas organizadas.
d) O texto lido exemplifica um comportamento coletivo organizado, pois os torcedores passaram a agir de forma organizada e coletiva, sendo liderada, não somente por um estímulo, mas provavelmente, também por um líder de torcida.
e) Todas as alternativas estão incorretas.

04. Baseado em uma história real o filme "A Onda" mostra como é possível a criação de doutrinas ideológicas em sala de aula, não só no passado, mas atualmente. O filme que foi adaptado do ensaio The Third Wave, do professor de História Ron Jones, no qual relata sua experiência numa escola da Califórnia (EUA), em 1967, na tentativa de explicar na prática como Hitler e o Partido Nazista chegaram ao poder na Alemanha. Tudo acontece em uma semana de aula onde o professor e seus alunos criam o movimento A Onda, tudo a partir de normas de conduta, espírito coletivo, disciplina e a busca de um bem maior.
Pois bem, podemos afirmar que o movimento denominado de "A Onda" foi um fato que desencandeou um comportamento coletivo nas pessoas?
a) sim, no entanto foi apenas um movimento espontâneo.
b) sim, a criação de um grupo com normas de conduta, disciplina e espírito coletivo pode gerar alguma espécie de movimento coletivo organizado.
c) sim, contudo essa forma de comportamento não é típico nas sociedades democráticas.
d) não, pois os movimentos sociais influenciam apenas os integrantes do grupo e não a sociedade em geral.
e) não, pois o movimento denominado de "A Onda" não tem o poder de influenciar no comportamento das pessoas envolvidas.

05. Certo dia, em um auditório lotado, Paulo resolve gritas: Fogo!. Na correria para alcançar as portas de saída, as pessoas tropeçam uma nas outras, bloqueando ainda mais as rotas de fuga. O caso exposto na questão é um exemplo de comportamento coletivo, que foi influenciado pelo fator:
a) Boato.
b) Pânico.
c) Paranóia Coletiva.
d) Fofoca.
e) Insegurança.

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Exercício de Sociologia - Controle Social.

01. Sobre o Controle Social marque a alternativa INCORRETA:
a) O Controle Social seria qualquer meio de levar as pessoas a se comportarem de uma forma socialmente aprovada.
b) O Controle Social é eficiente na medida em que os indivíduos passam a calcular as suas ações por meio de uma forma padronizada de comportamento.
c) É uma forma de fazer com que as pessoas passem a ter um comportamento coletivo de forma esperada pela sociedade.
d) Seria um estímulo para uma conduta socialmente aceitável.
e) Seria imposições promovidas por meio da força e da coação para que todas as pessoas tenham uma forma unitária de enxergar a sociedade.

02. Marque a alternativa que NÃO se enquadra na concepção que temos sobre o Controle Social:
a)As gratificações e punições são formas de termos uma espécie de controle social.
b) As normas também podem ser consideradas como formas de controle social.
c) Os mecanismos de controle social vão além da leis escritas, uma vez que, existem outras formas de manter o controle sobre o comportamento das pessoas.
d) Controle social pode ser concebido como mecanismos disponíveis em uma sociedade para assegurar que os indivíduos se comportem de maneira previsível e de acordo com as regras e preceitos vigentes.
e) São concepções que restringem a população em geral, sendo exclusivamente uma imposição das classes dominantes sobre as classes submissas.

03.Hobbes afirmar que o Estado deve ser o responsável para que o homem não deixe prevalecer sua natureza má. E é nesse contexto que encontramos a ideia clássica sobre o conceito de controle social que é:
a) um conjunto heterogêneo de recursos materiais e simbólicos disponíveis em uma sociedade para assegurar que os indivíduos se comportem de maneira previsível e de acordo com as regras e preceitos vigentes.
b)um conjunto de leis que são feitas com a finalidade de reduzir a violência proveniente da natrueza má da humanidade.
c) uma construção restrita ao teor político, haja vista que estamos diante das leis que sustentam a ordem de uma sociedade.
d) uma ideia abstrata e jurídica que tem a finalidade de controlar as pessoas para que essas não se manifestem de forma contrária ao sistema vigente.
e) Todas as alternativas estão corretas.

04. Uma criança nasce em uma sociedade ja organizada que tem, em relação a ela, uma série de expectativas: deverá obedecer as leis, às autoridades, deverá agir de acordo com os padrões etc. Diante disso, o primeiro processo que vai ser responsável para que essa criança entenda essa forma de controle será:
a) a meios de segurança pública.
b) o sistema político.
c) a socialização familiar
d) a legislação.
e) os mecanismos educacionais.

05. Sobre as funções dos mecanismos de controle social analise as assertivas:

I.O controle social cumpre, primeiramente, a função de desestimular os comportamentos desviantes.
II. Quando desvios são constatados, o controle social é acionado para exercer a função, que se refere à punição por meio do emprego de variadas formas de interdição (o caso extremo é a detenção ou, em algumas sociedades, até mesmo a pena de morte).
III. Outra função do controle social - em relação ao desvio criminal - refere-se ao isolamento e exclusão permanente do desviante da sociedade. Em certos casos, é possível, no entanto, restabelecer no desviante a conformação às normas através da ressocialização.

a) Apenas a I está correta.
b) Apenas a I e III estão corretas.
c) I, II e III estão corretas.
d) Apenas a III está correta.
e) Apenas a II está correta.
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Coluna: Manuel Correia de Andrade.

Grande Bolívar
Publicado em 26.02.2006

No momento atual, quando a América Latina atravessa um período de grande inquietação, e que há um forte desejo de autonomia entre os povos que aí vivem, é oportuno lembrar a vida do grande político e guerreiro que foi Simon Bolívar, o chamado de El Libertador. Na verdade, tendo surgido com expressão nas primeiras décadas do século 19, Bolívar fazia parte de uma geração de idealistas que repudiava a dominação portuguesa e espanhola e temia as articulações de uma nova dominação que se formava – a norte-americana. Por isto, lutou no campo de batalha contra os espanhóis, seguindo uma ideologia divulgada pela Maçonaria e que teve seus primeiros pregadores em Morelos e Hidalgo, no México, Miranda, na Venezuela, Tiradentes e Frei Caneca, no Brasil. Seu ideal era contrapor uma América Latina e uma América Saxônica. 

A luta pela independência foi longa e difícil, não havia uma comunidade de interesses entre o Brasil e os vice-reinados espanhóis e, dentro dos territórios ibéricos, faltava identidade de interesses e de ideais entre os colonos, ligados às elites ou às oligarquias, e o povo, representado sobretudo por negros e indígenas. Na América espanhola havia também fortes divergências regionais, que prenunciavam não a formação de um país de grandes extensão territorial – os Estados Unidos da América Latina –, mas de vários países de médio porte.

Essas diferenças regionais tornaram-se muito fortes, gerando animosidades não só de escravos contra senhores, mas de grupos culturais diversos. Daí a ocorrência de revoltas tanto dentro das classes dominantes, como a de 1817 e a de 1824 em Pernambuco, como de oprimidos contra opressores, como a Cabanagem no Pará, a Balaiada no Maranhão e Piauí, a Guerra dos Cabanos em Pernambuco e Alagoas, ou a Revolta dos Negros Malés na Bahia. No Brasil, a própria conquista do Maranhão e a da Amazônia só seria feita um ano após a independência, quando o imperador d. Pedro II, com apoio da maioria das províncias, conseguiu firmar seu império.

Na América espanhola a situação foi ainda mais difícil, tanto devido à maior importância étnica dos indígenas, como à própria constituição do relevo, extremamente acidentado, e ao jogo das lideranças que criaram os chamados caudilhos. Assim, ao norte, Bolívar conseguiu manter por algum tempo certa unidade entre Venezuela, Colômbia e Panamá, formando a Grã-Colômbia, que foi esfacelada ainda com o Libertador vivo, devido às disputas entre seus generais. No extremo sul, as Províncias Unidas do Rio da Prata, lideradas por San Martín, não conseguiram manter a unidade em vista do isolamento da Bolívia e do Paraguai, e à rivalidade entre as cidades-portos de Montevidéu e Buenos Aires. Essas rivalidades entre as províncias centrais e o porto de Buenos Aires, que são muito bem retratadas no magistral livro de Sarmiento, o Facundo, terminaram com o vice-reinado e o isolamento do Chile.

A porção central do império espanhol, o vice-reinado do Peru, foi libertada pela ação conjunta de Bolívar, vindo do norte, e San Martín, vindo do sul, mas o próprio vice-reinado não pôde se manter como dois países, o Peru e a Bolívia.

Hoje, há uma tentativa de ressurgimento dos ideais latino-americano, com a longa resistência de Fidel Castro em Cuba, os ressentimentos do México por ter sido dividido pelos EUA, no século 19, em praticamente duas porções, o temor da América Central, balcanizada há quase dois séculos, e o renascimento do nacionalismo entre as etnias indígenas: no Equador, com os otavalos, no Peru e a Bolívia, com os quéchuas e aimarás, no Paraguai, com os guaranis, no Brasil, com numerosas nações indígenas, como os ianomamis, na Argentina, com os povos da Patagônia, e no Chile, com os araucanos. Achamos que, por isso, o processo colonial continua a se exercer na América Latina. O estudo de nossa história e nossa luta política deve ser orientado na procura da descolonização.
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Exercício Sobre Lógica Argumentativa (I)

01. Das alternativas a baixo, marque a que retrata um raciocício Lógico Indutivo.

a) Todo homem é mortal, ora, Francisco é homem, logo, Francisco é mortal.
b) Todos Estudantes foram aprovados por média. E assim, Lucas também foi aprovado.
c) O cobre é condutor de eletricidade, assim como a prata e o ferro, logo, todo metal é condutor de eletricidade.
d)Todos os metais são bons condutores de eletricidade; o mercúrio é um metal; portanto, o mercúrio é bom condutor de eletricidade.

02. (JC ONLINE -10.08.2009) Pesquisa divulgada pelo Ibope Inteligência, em parceria com a rede global de pesquisas Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), revela que o Nordeste está bem mais preocupado que as demais regiões do País: 44%. No Norte, os preocupados somam 34%. Já as regiões Sul e Sudeste apresentam índice de preocupação de 36% e 31%, respectivamente.
Para se chegar a essa afirmação, utilizou-se do Raciocínio:
A) Lógico Dedutivo.
B) Lógico Indutivo.
C) Lógico Analógico.
D) Dialético.
E) Lógico Dedutivo e Indutivo.

03. Identifique qual dos contextos abaixo caracteriza um Raciocínio Lógico Dedutivo.
A) Antônio adquiriu uma geladeira da marca “RUFFER”, porque sua colega tinha uma geladeira idêntica que era muito resistente, prática e confiável.
B) Rhuan escolheu estudar na Universidade S. João Del Rey, já que todos os seus colegas estudavam nessa Universidade.
C) Os torcedores vibraram com a vitória do Brasil, já que são brasileiros.
D) Na minha escola, João gosta de cinema. E, ainda mais, Marcos Paulo, Jonathan, Lucas, Caíque, Bruno... Enfim, na minha escola, todos gostam de cinema!
E) Asa Branca é título de uma música do cantor Luiz Gonzaga. Portanto, Asa Branca é sucesso!

04. Identifique o contexto abaixo que caracteriza um Raciocínio Lógico Indutivo.
A) A juíza Mayara defende a realização de um seminário, pois acredita que será a melhor forma de envolver todos.
B) Após ter almoçado todos os dias, no decorrer de um ano, no restaurante “BOM GOSTO S.A.”, Igor afirma que esse estabelecimento não é de boa qualidade.
C) Mayara conheceu a escola Paulo de Jesus e ficou apaixonada por ela no mesmo dia.
D) João Pedro não votou nessas eleições, afirmando que todos os candidatos “calçam 40”, ou seja, são todos iguais.
E) Estes alunos votaram no presidente, já que pertencem ao seu partido.

05. "Não acredito que uma pessoa culta como você acredita nesta teoria."
O tipo de raciocínio lógico utilizado no discurso foi:
a) Dedutivo.
b) Indutivo.
c) Hipotético.
d) Falacioso.
e) Analógico.
06. (Folha de São Paulo - 26/06/2009) Uma das suspeitas levantadas nas investigações é de que policiais tenham se assustado quando o carro capotou e atiraram nele, matando a engenheira e, depois, escondido seu corpo.
O tipo de raciocínio lógico utilizado no discurso foi:
a) Dedutivo.
b) Indutivo.
c) Hipotético.
d) Falacioso.
e) Analógico.

07.O Filósofo Grego que formulou importantes estudos sobre a Lógica na Antiguidade foi:
a) Aristóteles.
b) Platão.
c) Sócrates.
d) Parmênides.
e) Aristófanes.

08. "Os patins estão para o patinador, assim como os esquis estão para o esquiador"
O tipo de raciocínio lógico utilizado no discurso foi:
a) Dedutivo.
b) Indutivo.
c) Hipotético.
d) Falacioso.
e) Analógico.

09. "Se aprovarmos leis contra as armas automáticas, não demorará muito até aprovarmos leis contra todas as armas e então começaremos a restringir todos os nossos direitos Acabaremos por viver num estado totalitário. Portanto não devemos banir as armas automáticas."
O tipo de raciocínio lógico utilizado no discurso foi:
a) Dedutivo.
b) Indutivo.
c) Hipotético.
d) Falacioso.
e) Analógico.

10. Essa argumentação é elaborada por meio de conclusões construídas por meio das semelhanças entre os elementos sobre os quais se raciocina, por muito diferentes que estes sejam. Os principais requisitos de um argumento assente nesse tipo raciocínio são os seguintes:

1. A comparação tem que se basear num número razoável de semelhanças;
2. As semelhanças apontadas devem ser relevantes;
3. Não devem haver diferenças fundamentais nos aspectos que estão a ser comparados.

O tipo de raciocínio lógico que a questão se refere é:
a) Dedução.
b) Indução.
c) Hipótese.
d) Falácia.
e) Analogia.
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quarta-feira, novembro 30, 2011

Admirável República dos Tiriricas: Os Fatos Mais Interessantes da Política Tupiniquim.

Fiquemos convencidos que a essa forma particular de solucionar as grandes questões políticas através da cordialidade, sem dúvida, é um dos maiores patrimônios imateriais de nosso tempo. Ora, é tratando a política "na política" que tudo acaba em uma deliciosa rodada de pizza, obviamente patrocinada por recursos públicos.

Contudo, não adianta apenas terminar dessa maneira, pois de nada valerá, essa brilhante capacidade de lidar com os problemas de interesse (e orçamento) público, sem demonstrar toda afetividade e respeito perante a nação. Afinal de contas, tudo acaba em um final feliz, não é isso que aprendemos nas novelas e nos filmes hollywoodianos? Pois bem, para ilustrar esse breve comentário, assistam a uma "honesta" declaração de amor proferida em mais uma de nossas famosas "pizzarias" que se encontram espalhadas por toda república dos tiriricas.

segunda-feira, novembro 28, 2011

domingo, novembro 27, 2011

Exercício de História (Geral e Brasil) - Questões da UPE:

01. A cultura humana é, historicamente, resultado de muita luta contra as adversidades. Na sua relação com a sua produção do conhecimento, os seres humanos:

A) conseguiram afirmação imediata devido ao poder de inventar objetos e à coragem para desafiar os obstáculos.
B) enfrentaram medos e limites, importantes para exercitar a imaginação e as possibilidades de aprofundar os seus saberes.
C) foram marcados por frustrações insuperáveis, devido ao fato de a sua limitada inteligência prática não permitir maiores aventuras.
D) foram motivados pelo progresso constante da cultura, voltada à solidariedade e comunhão de interesses da sociedade.
E) criaram invenções e objetos, fazendo da arte seu grande ponto de apoio e liberdade social em todas as épocas.

02. Construir uma relação solidária entre as pessoas faz parte do fazer político humano. As experiências feitas são múltiplas. Na Grécia, nos tempos da democracia:

A) houve êxito na quebra das hierarquias e na vitória de princípios de igualdade social para crescimento econômico.
B) extinguiu-se a escravidão e criaram-se alternativas de trabalho para todos, seguindo os ensinamentos de Platão Aristóteles.
C) buscou-se diminuir as diferenças entre as pessoas, mas não se acabaram as hierarquias sociais nem as desigualdades econômicas.
D) efetivou-se a aristocracia no poder, apesar da grande astúcia política dos monarcas e das assembleias populares.
E) havia grandes semelhanças com a democracia contemporânea, afirmando valores universais e definindo direitos sociais.

03. A religião foi decisiva para expansão da cultura muçulmana. Apesar das guerras, os muçulmanos realizaram vários feitos culturais que repercutiram na sociedade ocidental. A influência muçulmana se fez presente na(no):

A) Península Ibérica, onde se conseguiu implantar uma filosofia que combatia o catolicismo.
B) uso de técnicas agrícolas que ajudavam no cultivo de produtos importantes para a época.
C) divulgação da filosofia de Sócrates, através de seus sábios que visitavam as universidades do Ocidente.
D) arte francesa, sobretudo na definição dos estilos gótico e românico, no final da Idade Média.
E) forma de governo espanhola, estruturada em pequenos feudos, apresentando agricultura irrigada.

04. O trabalho cria riquezas sociais que, nem sempre, são divididas e servem para efetivar sociedades equilibradas. O uso da escravidão mostra a existência da exploração, mesmo nos tempos modernos. A escravidão:

A) foi utilizada nas colônias europeias até o século XVIII, na agricultura, apresentando grande lucratividade nos negócios agrícolas.
B) tinha lugar no trabalho doméstico, apenas nas colônias portuguesas e inglesas, sendo ineficaz no comércio.
C) conseguiu se firmar nas colônias espanholas; sem êxitos expressivos, nas colônias inglesas, devido aos preconceitos raciais.
D) deu condições para favorecer o crescimento da burguesia, que lucrava com o comércio da época e firmava seus interesses.
E) inexistiu no trabalho, nas minas de ouro da América, sendo utilizada na agricultura latifundiária e nos serviços urbanos.

05. As ideias liberais refizeram reflexões e anunciaram novas perspectivas sociais. Um dos seus pensadores mais famosos, Locke, defendia o(a):

A) fim da propriedade privada e da escravidão, com a queda da sociedade colonial e o fim do mercantilismo.
B) consolidação da monarquia constitucional, destacando a universalidade do conhecimento e as possibilidades de massificação da cultura.
C) pensamento de Descartes e o fim do idealismo, ressaltando o valor de democracia e da igualdade social na Europa do século XVII.
D) liberdade natural dos humanos, afirmando a necessidade da propriedade privada e combatendo o absolutismo.
E) crescimento do capitalismo, sem afetar a força política da nobreza e dos poderes dos monarcas absolutistas da época.

06. A luta pela emancipação política do Brasil foi marcada por rebeliões que enfraqueceram o domínio português, divulgando as ideias liberais. Com a chegada de D. Pedro I ao poder, a sociedade brasileira da época:

A) conseguiu sua autonomia econômica e libertou-se do poder dos europeus.
B) conviveu com um governo descentralizado e liberal nas normas jurídicas.
C) manteve a escravidão, mas fez mudanças importantes na legislação social.
D) recuperou sua produção agrícola, destacando-se o algodão e o café.
E) enfrentou dificuldades políticas, sendo D. Pedro I acusado de autoritarismo.

07. A liberdade política exige lutas e enfrentamentos, muitas vezes, violentos. Em Pernambuco, a insatisfação da população levou à organização da Confederação do Equador, logo depois de 1822. Liderada pelos liberais, a Confederação tinha como objetivo:
 
A) afirmar um governo baseado numa Monarquia Constitucional, segundo os modelos do Iluminismo francês.
B) definir um governo democrático, com o fim imediato da escravidão e do governo monárquico.
C) reforçar a centralização política, sem, contudo, alterar a Constituição de 1824 e suas normas básicas.
D) criar uma república federativa, facilitando a descentralização política e o fim do autoritarismo.
E) destruir o poder dos grandes latifundiários, proclamando uma constituição radicalmente liberal.

08. A religião teve importância para a Idade Média em amplos aspectos da sua vida social. Além do seu destaque político, merece ressaltar figuras, como Tomás de Aquino, pensador influente, que, no período Medieval:

A) foi um crítico dos costumes da época, sendo partidário de heresias que incomodavam o clero secular.
B) se firmou como um dos pensadores importantes da Igreja Católica, embora tivesse ligações filosóficas com Aristóteles.
C) negou a necessidade de acreditar em Deus de forma institucional, defendendo o pensamento de santo Agostinho.
D) influenciou as idéias da Igreja no período da Alta Idade Média, com sua exaltação da fé individual.
E) se tornou o centro do pensamento cristão no Ocidente, construindo uma reflexão a partir de Platão e dos pré-socráticos.

09. A História é uma área do conhecimento, que sofreu várias inovações metodológicas no século XX. Essas inovações provocaram mudanças que estão ligadas à eclosão da Escola dos Annales. Nessa perspectiva, é CORRETO afirmar que:

A) a Escola dos Annales reafirmou os postulados positivistas, reforçando uma história política como a única perspectiva de análise da sociedade.
B) a produção cultural humana assim como as mentalidades, o imaginário, o cotidiano e a cultura popular foram vistos como novos interesses de estudo dos historiadores.
C) a análise econômica desaparece da pauta de temáticas estudadas pela História após o advento dos Annales.
D) a única preocupação dos historiadores influenciados pelo pensamento dos Annales se refere à cultura.
E) não existem ainda hoje ecos do pensamento dos Annales nos estudos sobre a história do Brasil.

10. Em todos os modelos, as eleições se decidem por maioria de votos. Nesse sentido, as eleições podem ser de vários tipos: simples, relativo e absoluto. Conforme o tipo adotado, ganha o candidato que obtiver mais votos, com qualquer número, ou é estabelecido um quorum, uma quantidade mínima de votos, para que haja vencedor, e a eleição seja validada, ou, ainda, é exigido metade mais um dos votos válidos. MARTINEZ, P. Forma de Governo. São Paulo: Moderna, 1992 (adaptado).
No Brasil, já foram praticados, desde a colônia, vários sistemas eleitorais. Nesta perspectiva:

I. no tempo da colônia, os nobres podiam eleger, entre eles, representantes dos conselhos locais.
II. na República Velha, a riqueza deixou de ser requisito para votar e ser votado.
III. a Constituição de 1946 manteve a proibição de voto dos analfabetos e das mulheres.
IV. o golpe militar de 1964 e a ditadura que se seguiu puseram fim às eleições diretas para presidente.
V. a Constituição de 1988 transformou o Brasil numa democracia de massa: eleger seus representantes tornou-se um direito de todos.

Estão CORRETAS:

A) apenas as afirmativas I e IV.
B) apenas as afirmativas I, II e V.
C) apenas as afirmativas I, II, IV e V.
D) apenas as afirmativas III e IV.
E) todas.

11. Na Baixa Idade Média (séculos X-XV), a sociedade feudal europeia assistiu a mudanças em sua estruturação e dinâmica de funcionamento que foram essenciais para a construção do mundo moderno.Sendo assim, é CORRETO afirmar que, neste período:

A) a burguesia surge e começa a atuar predominantemente, no contexto social dos incipientes centros urbanos feudais.
B) a igreja católica assiste a uma redução drástica do seu poder no contexto sócio-político mais amplo com a eclosão da Reforma Protestante.
C) o poder régio nas monarquias feudais, em especial na França e Inglaterra, passa a restringir a atuação da burguesia por meio de medidas de repressão fiscal.
D) há uma expansão do modelo agrário feudal na economia europeia de então, com a diminuição dos centros urbanos.
E) as cidades feudais passam a sofrer com guerras locais ligadas aos conflitos religiosos entre os cristãos e os judeus, em especial na Península Ibérica.

12. O Islamismo – religião pregada por Maomé e seus seguidores – tem hoje mais de 1 bilhão de fiéis espalhados pelo mundo, sendo ainda predominante no Oriente Médio, região onde surgiu. Um dos principais fundamentos da expansão muçulmana é a Guerra Santa. A respeito dos muçulmanos, é CORRETO afirmar que:

A) a expansão árabe-muçulmana acabou por islamizar uma série de povos, exclusivamente árabes.
B) o povo árabe palestino, atuando na revolução armada palestina, rejeita qualquer solução que não a libertação total do Estado de Israel.
C) em Medina, a religião criada por Maomé, embora tenha crescido rapidamente e tenha criado a Guerra Santa – Gihad – não teve caráter expansionista.
D) a história do Líbano contemporâneo esteve sempre ligada à busca de um certo equilíbrio entre várias comunidades que compõem o país, especialmente as duas mais importantes: xiitas e cristãos.
E) a facção dos fundamentalistas islâmicos pertence à corrente xiita, sendo que os mais radicais repudiam os valores do mundo ocidental moderno.

13. A conquista e a colonização da América não estavam unicamente ligadas ao processo de expansão mercantilista da Europa moderna. Faziam parte, também, da ação da igreja tridentina no combate ao protestantismo e na luta em prol da ampliação do número de fieis católicos. Nessa perspectiva:

A) a catequese dos povos americanos não teve destaque na ação das coroas portuguesa e hispânica no Novo Mundo.
B) a instituição do padroado régio na Espanha e em Portugal assim como em suas possessões no além-mar comprova o caráter religioso da conquista da América.
C) a ação dos jesuítas na catequese dos ameríndios e na colonização ibérica na América se restringiu aos territórios hispânicos.
D) a presença massiva de protestantes na América colonial sob a tutela das monarquias ibéricas ressalta a pequena atuação da igreja católica na colonização do Novo Mundo.
E) na América Portuguesa, os jesuítas não tiveram espaço para a atuação catequética, cabendo essa ação, nos territórios lusos da América, a outras ordens, como os franciscanos e beneditinos.

14. O Iluminismo foi um movimento intelectual, portador de uma visão unitária do mundo e do homem, apesar da diversidade de leituras que lhe são contemporâneas, conservou uma grande certeza quanto à racionalidade do mundo e do homem, a qual seria imanente em sua essência. FALCON, F. J. C. Iluminismo, São Paulo: Ática, 1986. Adaptado.

Suas principais linhas de força foram:

A) o pensamento crítico, o primado da razão, a antropologia e a pedagogia.
B) a ideia de progresso, a antropologia, a manutenção das tradições e a explicação racional para tudo.
C) o direito coletivo, o direito à propriedade, o primado da razão, a ideia de progresso.
D) o sentimento humanitário, a futilidade da guerra, a manutenção das tradições e a explicação racional para tudo.
E) a ideia de socialismo, o pensamento crítico, o antropocentrismo e o naturalismo.

15. Dentre as revoltas políticas e sociais que abalaram o Império do Brasil, a Revolta Praieira se destaca. Para muitos historiadores, essa revolta ocorrida em Pernambuco, em 1848, foi a última atribulação política interna do império. Sendo assim, sobre a Praieira e seu contexto histórico, podemos assinalar que:

A) no Pernambuco da primeira metade do século XIX, a mão-de-obra escrava não era mais essencial para a produção do açúcar.
B) não podemos enquadrar a Praieira no conjunto das revoltas liberais que abalaram o Pernambuco no oitocentos.
C) não há como se analisar a Praieira, sem se considerar a atuação do partido liberal na província de Pernambuco.
D) em essência, as propostas da Praieira divergiam dos movimentos de 1817 e 1824, por não compactuar dos ideais do liberalismo.
E) a repressão estatal, empreendida por D. Pedro I, debelou rapidamente os insurgentes da Praieira.
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Download: Elio Gaspari.


01. A Ditadura Envergonhada.
Download: 4Shared.

02. A Ditadura Escancarada.
Download: 4Shared.

03. A Ditadura Derrotada.
Download: 4Shared.

04. A Ditadura Encurralada.
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Lançamento de Livro Sobre Repressão Política no Campo Atualiza Agenda da Reforma Agrária.



Lançamento do livro "Retrato da Repressão Política no Campo - Brasil 1962-1985 - Camponeses torturados, mortos e desaparecidos", em Recife, reuniu pessoas que nunca deixaram de lado o engajamento na luta por avanços sociais como a reforma agrária e o respeito aos direitos humanos. Debate ilustra a situação de um País que ainda não garantiu à população o direito à memória e à verdade sobre os acontecimentos ocorridos durante a ditadura. O livro é uma publicação do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural, do MDA, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Márcio Markman – Do Recife, Especial para Carta Maior

O que era para ser o lançamento de mais uma obra sobre as vítimas da ditadura militar no Brasil se transformou em um encontro de pessoas que nunca deixaram de lado o engajamento na luta por avanços sociais como a reforma agrária e o respeito aos direitos humanos. É como pode ser definido o evento que levou ao público pernambucano o livro Retrato da Repressão Política no Campo – Brasil 1962-1985 – Camponeses torturados, mortos e desaparecidos, uma publicação do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (NEAD/MDA), em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

O lançamento aconteceu nesta quinta-feira, no auditório de Pós-Graduação em História do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A platéia formada basicamente por estudantes e familiares de antigos militantes da luta dos trabalhadores rurais pode acompanhar um debate que bem ilustra a situação de um País que ainda não garantiu à população o direito à memória e à verdade sobre os acontecimentos ocorridos durante a ditadura militar. Por quase três horas, a discussão enfocou o período e alguns dos personagens retratados no livro, mas ultrapassou a barreira do tempo e se estendeu até a realidade atual vivida pelos camponeses.

“É muito emocionante e uma grande honra lançar esse livro em Pernambuco. Utilizamos uma série de pesquisas de várias partes do País e também realizamos dezenas de entrevistas com pessoas que viveram essas histórias e, nesse sentido, Pernambuco foi extremamente importante”, comentou uma das autoras, a jornalista e antropóloga Marta Cioccari, que divide a autoria com Ana Carneiro.

Coube ao professor Moacir Palmeira, pesquisador do Museu Nacional (MN) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do projeto, contar como a ideia do livro foi concebida. “A Secretaria de Direitos Humanos já havia realizado uma série de iniciativas e percebemos que muito pouco se falava do campo. Fundamentalmente o que havia era o registro da Guerrilha do Araguaia. As lutas na cidade eram mais visíveis. A guerrilha urbana, a tortura do DOI CODI. E a gente constatou que a maior parte da repressão aconteceu, na verdade, nas zonas rurais. A ideia do livro é que era preciso revelar para o Brasil essa face oculta da ditadura militar”, revelou.

Depoimentos:
As cerca de 70 pessoas que participaram do encontro tiveram a oportunidade de acompanhar relatos de pessoas que vivenciaram o período de repressão no campo ou que, de alguma forma participaram da luta dos trabalhadores rurais. É o caso de Anacleto Julião, filho do líder das Ligas Camponesas, Francisco Julião. “Eu era muito novo quando comecei a entender o que se passava, principalmente através da minha mãe, Alexina. Porque meu pai estava sempre no mundo, dedicando a vida à luta pela reforma agrária. Tive influência da família e de centenas de camponeses que iam à nossa casa em busca de advogados, de socorro médico. Tudo isso que vivi me ensinou sobre solidariedade”, afirmou Anacleto.

Antropólogo, ele garante jamais ter se desviado dos princípios difundidos pelo pai e por figuras como Gregório Bezerra e Miguel Arraes. “Tenho uma nova tese de que todos eles estão no purgatório, que é um lugar de espera. E lá esperam a continuidade da luta, que nós continuemos a brigar pela reforma agrária, pelo socialismo e por uma sociedade que ainda é utópica, mas que vai deixando de ser a partir do momento em que as mudanças vão acontecendo”.

O ex-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), Euclides Nascimento, relembrou o papel da organização sindical na luta pelos direitos dos camponeses. “Os trabalhadores viviam isolados, desorganizados e sem representatividade. O sindicato nasceu disso. Nós não falávamos em golpe militar, mas em revolução, que não éramos loucos. Mas brigamos contra os senhores de engenho e até contra coronéis que compravam terras e não queriam pagar as indenizações aos trabalhadores”, relatou.

Quem também fez parte da luta sindical foi José Francisco da Silva, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). “Há trechos do livro em que se a gente não fechar direitinho a torneira do coração a lágrima cai. É um documento muito rico e que não pode ficar restrito a essa sala. Por que não fazer um lançamento no Senado e cobrar o reconhecimento a esses companheiros? Eles merecem muito mais”, indagou.

A diretora do CFCH, Socorro Ferraz, que coordenou a mesa de debates, trouxe a memória de quem militou durante anos na luta pelo direito dos trabalhadores do campo, através do Partido Comunista Brasileiro. “A repressão no campo sempre existiu. Quando a gente ia fazer o nosso trabalho no campo, ninguém sabia se ia voltar”, garantiu a diretora. Ela acredita que as histórias que fazem parte do livro devem ser analisadas pela recém-criada Comissão da Verdade, não apenas no que diz respeito aos casos de pessoas que foram torturadas, mortas e desaparecidas. “É muito importante que a gente lute para que a Comissão da Verdade também recupere como era a realidade dos camponeses, a vida miserável. Nós passávamos dias comendo caroço de jaca cozido. Essas histórias não são uma versão romanceada dos camponeses, é a mais pura verdade”, avaliza.

Para a diretora do CFCH, o encontro realizado na UFPE transcendeu o papel de evento de lançamento do livro. “É uma tarde realmente histórica. Esse é o verdadeiro papel da universidade, manter sempre viva a relação e intervir na Sociedade. Com críticas, denúncias e proposições”, destacou.

Reivindicações:
O contexto era propício e o clima do debate ultrapassou a barreira das lembranças sobre a época da ditadura militar. Apesar do perfil socialista de todos os participantes da mesa, uma série de reivindicações foram levantadas durante o evento. O ex-presidente da Fetape, Euclides Nascimento, chamou a atenção para o problema enfrentado pelas famílias de trabalhadores rurais que vivem nas áreas onde estão sendo instalados alguns dos principais empreendimentos estruturadores da região, casos da Ferrovia Transnordestina, da Transposição do Rio São Francisco e de algumas barragens dos sistemas de abastecimento de água. “Não se pode querer que uma obra de utilidade pública cause calamidade pública. As famílias que estão nas áreas desse projeto estão recebendo uma indenização, mas quem trabalha no campo precisa é de terra”, alertou.

O ex-presidente da Contag, José Francisco da Silva, entregou aos debatedores cópias da carta que a entidade enviou à presidenta Dilma Rousseff e da resposta por parte do Ministério do Desenvolvimento Agrário. “Vocês viram que, nas últimas eleições, pouco se falou sobre reforma agrária. Nosso pedido principal foi para que a reforma agrária no Brasil fosse destravada. Nós temos que pensar qual o projeto de desenvolvimento que nós queremos seguir, que se concentra nas zonas urbanas”, indagou.

A professora do Departamento de História da UFPE, Socorro Abreu, lembrou a importância dos casos relatados no livro a partir das perspectivas da recém-criada Comissão da Verdade. “Foram debatidas muitas questões sobre a situação no campo, mas temos que pensar no compromisso com os direitos humanos. Ainda não sabemos quem são as pessoas que vão fazer parte da Comissão, mas não pode ser um trabalho apenas para inglês ver, porque os organismos internacionais estão pressionando o Brasil. Se nós queremos uma sociedade menos violenta, não podemos esconder essa violência que aconteceu e que nunca foi esclarecida”, afirmou.

Fonte: Carta Maior

sábado, novembro 26, 2011

Nova Geração de Historiadores Reformula a História do Brasil.

Os vídeos a baixo trabalham um debate de grande relevância, no que diz respeito a historiografia brasileira. Mesmo descordando de algumas posições políticas proferidas pelo jornalista Leandro Narloch é fundamental admitir que, o mesmo vem fazendo um brilhante trabalho provocativo, no que diz respeito a forma habitual que a escrita da história se encontra alicerçada.

Ora, a atual sistematização didática dos livros de história não consegue construir um conhecimento, nem tampouco, uma consciência histórica nas pessoas, fazendo dos professores, meros reprodutores de velhos discursos. Por outro lado, as produções historiográficas ainda se encontram concentradas exclusivamente nos circulos acadêmicos e universitários, sem nenhuma popularidade. E é diante dessa realidade que temos que nos debruçarmos em um válioso debate para que os estudos históricos passem a ser repensado, desde os seus métodos até suas formas de publicação. Enfim, assitam aos vídeos e construam também esse dialógo tão valoroso.