Confesso não ser especialista em questões futebolística, mas, inconformado com a leitura feita por alguns veículos de imprensa, acerca da campanha da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, avaliando como o pior desempenho do time, desde que foi campeão em 2002, busquei alguns dados e vi que, para a canarinha, "nada saiu do script" e essas narrativas são mais alarde, do que análise.
É bem verdade que a derrota por 2 a 1 para a Noruega selou o adeus do Brasil na Copa de 2026. Mas, dentro desse baque, a eliminação escancara uma estatística curiosa para o time, pois, desde o pentacampeonato de 2002, a seleção desenvolveu praticamente um "teto de vidro" intransponível, conseguindo um "hexa simbólico", em não passar da barreira da quinta partida em mundiais, caindo exatamente no quinto jogo, isso se observarmos as seis últimas edições do torneio.
Essa sina de campanhas interrompidas rigidamente no quinto jogo tem sido, na verdade, a marca maior da seleção.
Em 2006, o elenco estelar de Ronaldo e Ronaldinho, comandado por Parreira, foi eliminado pela França de Zidane; em 2010, o time liderado por Dunga, tendo nomes como Kaká e Robinho levou a virada da Holanda; em 2018 e 2022, a equipe de Tite e Neymar foi derrotada pela Bélgica e Croácia; e agora, em 2026, após três jogos na fase de grupos e um duelo contra o Japão, a equipe de Carlo Ancelotti tombou diante a Noruega, no fatídico quinto jogo.
Ou seja, "nada de novo no front", perdemos no quinto jogo, sem motivo pra análises tão draconianas.
Porém, vendo sob o prisma do "copo meio cheio", podemos dizer que a seleção conseguiu, em 2026, ganhar o seu primeiro "hexa", com esse "fantasma da quinta partida".
Do pragmatismo de Dunga à regularidade defensiva de Tite, chegando no rigor técnico de Ancelotti, não conseguimos sobreviver ao quinto jogo.
Vejamos agora, se na próxima Copa do Mundo, possamos avançar para as demais fases. A esperança e a torcida permanecem.
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