domingo, março 11, 2012

Resumo Sobre os Conflitos Entre Árabes e Israelenses.


Dentre os atuais conflitos do mundo este é o de maior repercussão. Diariamente ouvimos noticias sobre atentados, mortes e buscas de novos acordos de paz. Embora não seja simples a origem deste problema é importante ficar claro dois pontos:
  • Esta é uma disputa por território, um povo (os palestinos) quer a formação do seu Estado no território que hoje pertence a Israel.
  • A atuação de extremistas, dos dois lados, que não aceitam a convivência pacifica de dois Estados (palestinos e judeu) dificulta as negociações pela paz. Tal conflito, que surge com a formação do Estado judeu e a não efetivação do Estado judeu e a não efetivação do Estado palestino no pós-guerra, cada vez mais se distancia da paz. Após o assassinato do ministro israelense Yitzhar Rabin, por um judeu radical em 1995 que não concordava com os acordos feitos com a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), recentemente o governo israelense determinou a construção de um muro separando os territórios palestinos na Cisjordânia de Israel para evitar a passagem dos homens-bomba árabes.
O Conflito israelo-palestino é a designação dada à luta armada entre israelenses e palestinos, sendo parte de um contexto maior, o conflito árabe-israelense. Seu início de fato remonta ao imediato período do pós-Segunda Guerra Mundial quando instruídos pelos Aliados, inúmeros judeus mudaram-se da região da Alemanha e Polônia e Áustria na Europa para a região da "Terra Prometida" por Deus com a intenção de viverem uma nova fase na milenar Palestina. Isto fez o fluxo migratório para esta região crescer consideravelmente e logo aumentaram os atritos entre os emigrantes e os administradores ingleses que dominavam a região, que coincidindo com fim do mandato britânico na Palestina, o atrito transferiu-se aos residentes palestinos que logo transformou-se em uma confrontação militar entre os povos nativos de direito e os recém-chegados israelenses que logo dominaram a região.

O Conflito Árabe – Israelense:

Os conflitos no Oriente Médio são milenares, tiveram inicio nos primeiros tempos da antiguidade. As lutas pela a ocupação da Palestina provocaram varias guerras ao longo dos seis mil anos de historia. As forças em conflitos naquela região sempre foram muito complexas, e o entendimento sobre o que se passa naquela região torna-se ainda mais difícil para nós por causa da diferença cultural entre o ocidente e o oriente.

 Durante a Idade Média, a região foi dominada por povos islâmicos, criando uma nova forma de antagonismo: O conflito religioso entre cristãos e mulçumanos. A tentativa dos cristãos de recuperar os lugares sagrados, onde Cristo teria vivido e morrido, justificar o movimento das Cruzadas, a partir do Séc. XI.

A partir da segunda metade do Séc. XIX, a expansão imperialista européia acentuou a complexidade da situação, porque as potencias imperialistas passaram a interferir nas questões locais. Esse contexto conflituoso se agravou após a segunda Guerra Mundial.

A formação do Estado de Israel:

Os hebreus, antepassado dos judeus habitaram a Palestina na Antiguidade. No ano de 70 D.C, quando a região era dominada pelo império romano, os judeus saíram de sua terra depois que Jerusalém foi destruída pelos romanos e se espalharam por vários pontos do Império. Esse acontecimento é conhecido como Diáspora. Os judeus passaram a ser, então, uma nação sem pátria. As especificidades de sua cultura e de sua religião impediram a assimilação por outras sociedades, como aconteceu com vários povos da Antiguidade. Com a saída dos judeus, a Palestina foi ocupada por povos de origem árabe.

O massacre protagonizado pelos nazistas contra os judeus comoveu o mundo quando a existência dos campos de concentração foi tornada publica. É preciso salientar que a existência dos campos de concentração não era uma informação de domínio publico, mas não era desconhecida das autoridades internacionais.

Os dirigentes de vários paises da Europa tinham informações sobre o que se passava na Alemanha antes mesmo da eclosão da Guerra em 1939. a espionagem foi uma marca das relações internacionais no séc XX. Existem documentos provando que o Vaticano também foi informado dos crimes cometidos contra aquele povo.

Embora tivessem se calado quando ainda poderiam ter salvado milhões de pessoas, as autoridades internacionais reunidas na ONU decidiram, ao final da Segunda Guerra Mundial, promover a criação do Estado de Israel para que os judeus voltassem a ter uma pátria.

A idéia da criação do Estado de Israel já estava sendo discutida e amadurecida desde o começo do séc. XX. Em 1917, a Inglaterra já se mostrava favorável a criação de Israel, mas a pressão árabe e a grande imigração de judeus, provocada pela perseguição nazista, não permitiram a conclusão de um acordo sobre o assunto. No dia 14 de maio de 1948 o líder judeu Davi Bem Gurion proclamou a fundação do estado de Israel. Imediatamente começou o primeiro confronto entre palestinos apoiados pelos outros árabes, e israelense, apoiados pelos norte-americanos. Nessa guerra, o território de Israel e a região não anexada foi unida à Cisjordânia para a formação da Jordânia. Dessa forma, os palestinos é que passaram a ser o povo sem pátria, como os judeus havia sido durante quase dois mil anos.

A Geopolítica no Oriente Médio:

O conflito tornou-se o padrão da relação entre árabes e israelenses no Oriente Médio. Qualquer movimento de cada um dos dois lados é entendido como fator de agressão, e talvez a intenção seja mesma. Dessa forma, ocasiões para o enfrentamento bélico não faltam.

Na origem do atual estado de Israel está o movimento sionista do séc. XX. Discriminados e perseguidos em inúmeros paises europeus, especialmente na Rússia Czarista, judeus iniciaram um movimento de internacional dirigido para o retorno a pátria. O movimento Sionista, através de organizações judaicas que financiavam a viagem dos colonos, produziu importantes fluxos migratórios na direção da Palestina. Em 1914, cerca de cem mil judeus imigrados já trabalhavam em colônias agrícolas na palestina.

Durante a Primeira Guerra Mundial a Palestina passa ao controle inglês. Em 1917, Lord Balfour, secretario dos negócios estrangeiros de Londres, anunciava a futura criação de um “lar nacional” judaico na região. Em 1922, a recém-criada Liga das Nações entregava a Palestina à administração britânica e aprovava a Declaração Balfour.

Entretanto, o plano não prosperou no conturbado período entre as duas guerras mundiais. A Palestina tornou-se palco de conflitos entre os judeus imigrados, cada vez em maior número, contra a a população árabe autóctone, assim como, entre judeus e os britânicos, que retardavam a aplicação da Declaração Balfour.

A Segunda Guerra Mundial com seu cortejo de horrores cometidos pelo nazismo contra os judeus colocou-se novamente em pauta a questão do “lar nacional” na palestina. Cresciam os conflitos entre as populações judia na região. A 29 de novembro de 1947, com o voto favorável da ex-URSS e dos EUA, a ONU aprovava um plano de partilha da Palestina que previa a criação de um estado árabe. O estado judeu, com cartoze mil quilômetros. E o estado árabe com onze mil quilômetros. A proporção maior e mais rica para os judeus o que os palestinos rejeitam. 

Em 1948 os britânicos saem da região e os judeus proclamam o Estado de Israel, apartir daí que o conflito se amplia. Egito, Jordânia, Líbano, Síria e Iraque atacam a região do Estado de Israel para conquistar algum espaço. O Egito consegue a região da Faixa de Gaza e a Jordânia consegue as regiões da Cisjordânia e Jerusalém oriental e os Palestinos acabam sem território. Em 1964 os Palestinos criam a OLP e a partir de 1967 inicia a Guerra dos Seis Dias onde Israel ocupa as regiões da Faixa de Gaza, Monte Sinai, Colinas de Golã, Cisjordânia e Jerusalém Oriental e muitas pessoas entre Palestinos são refugiados em outros países. 

Em 1973 começa a Guerra do Yom Kippur e entre 1977 a 1979 Israel e Egito fazem um acordo de paz e a região de Sinai é devolvida para o Egito. Em 1982 Israel invade o Líbano. Em 1987 explode a Intifada. Em 1988 o Conselho Palestino renuncia a Intifada e aceita o Plano de Partilha da ONU. Em 1993 com o Acordo de Paz de Oslo foi criada a Autoridade Palestina com o comando de Yasser Arafat. A partir de 2000 iniciou-se o segundo levante da Intifada, em 2001 Ariel Sharon é eleito primeiro ministro do Estado de Israel, onde ocupa territórios Palestinos e dá o início da construção do Muro da Cisjordânia, em 2004 Yasser Arafat morre e deixa o cargo da Autoridade Palestina para o eleito Mahmud Abbas e Israel destrói assentamentos palestinos na Faixa de Gaza e Cisjordânia. A organização para a libertação da Palestina (OLP) criada em 1964, por iniciativa da Liga Árabe é a principal representante dos palestinos. Depois de promover o terrorismo por vários anos, o grupo segue um cessar-fogo com Israel desde o acordo de paz em 1993, contudo a organização ainda cita, em seu estatuto a necessidade de destruição do estado de Israel.

E diante de tal realidade, podemos compreender que, do ponto de vista da política internacional, os fatores que viabilizaram a fundação de Israel no território da Palestina, provocou um dos mais prolongados e dramáticos conflitos da história contemporânea. A criação de Israel, decidida na ONU, em 1947, violou os direitos fundamentais do povo árabe palestino (70% do total da população nesse ano), garantidos pela Carta das Nações Unidas e pelo Pacto da Sociedade das Nações, ambos fontes do Direito Internacional, e violou o título jurídico adquirido pelos árabes através do acordo firmado com os países da Tríplice Entente, durante a Primeira Guerra Mundial, que garantia a independência da Palestina, causando revolta generalizada no mundo árabe, já profundamente ressentido do imperialismo ocidental na região.


Referência Bibliográfica:
GOMES, Aura Rejane, A Questão da Palestina e a Fundação de Israel. São Paulo: EDUSP, 2001.
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Dentre os atuais conflitos do mundo este é o de maior repercussão. Diariamente ouvimos noticias sobre atentados, mortes e buscas de novos acordos de paz. Embora não seja simples a origem deste problema é importante ficar claro dois pontos:
  • Esta é uma disputa por território, um povo (os palestinos) quer a formação do seu Estado no território que hoje pertence a Israel.
  • A atuação de extremistas, dos dois lados, que não aceitam a convivência pacifica de dois Estados (palestinos e judeu) dificulta as negociações pela paz. Tal conflito, que surge com a formação do Estado judeu e a não efetivação do Estado judeu e a não efetivação do Estado palestino no pós-guerra, cada vez mais se distancia da paz. Após o assassinato do ministro israelense Yitzhar Rabin, por um judeu radical em 1995 que não concordava com os acordos feitos com a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), recentemente o governo israelense determinou a construção de um muro separando os territórios palestinos na Cisjordânia de Israel para evitar a passagem dos homens-bomba árabes.
O Conflito israelo-palestino é a designação dada à luta armada entre israelenses e palestinos, sendo parte de um contexto maior, o conflito árabe-israelense. Seu início de fato remonta ao imediato período do pós-Segunda Guerra Mundial quando instruídos pelos Aliados, inúmeros judeus mudaram-se da região da Alemanha e Polônia e Áustria na Europa para a região da "Terra Prometida" por Deus com a intenção de viverem uma nova fase na milenar Palestina. Isto fez o fluxo migratório para esta região crescer consideravelmente e logo aumentaram os atritos entre os emigrantes e os administradores ingleses que dominavam a região, que coincidindo com fim do mandato britânico na Palestina, o atrito transferiu-se aos residentes palestinos que logo transformou-se em uma confrontação militar entre os povos nativos de direito e os recém-chegados israelenses que logo dominaram a região.

O Conflito Árabe – Israelense:

Os conflitos no Oriente Médio são milenares, tiveram inicio nos primeiros tempos da antiguidade. As lutas pela a ocupação da Palestina provocaram varias guerras ao longo dos seis mil anos de historia. As forças em conflitos naquela região sempre foram muito complexas, e o entendimento sobre o que se passa naquela região torna-se ainda mais difícil para nós por causa da diferença cultural entre o ocidente e o oriente.

 Durante a Idade Média, a região foi dominada por povos islâmicos, criando uma nova forma de antagonismo: O conflito religioso entre cristãos e mulçumanos. A tentativa dos cristãos de recuperar os lugares sagrados, onde Cristo teria vivido e morrido, justificar o movimento das Cruzadas, a partir do Séc. XI.

A partir da segunda metade do Séc. XIX, a expansão imperialista européia acentuou a complexidade da situação, porque as potencias imperialistas passaram a interferir nas questões locais. Esse contexto conflituoso se agravou após a segunda Guerra Mundial.

A formação do Estado de Israel:

Os hebreus, antepassado dos judeus habitaram a Palestina na Antiguidade. No ano de 70 D.C, quando a região era dominada pelo império romano, os judeus saíram de sua terra depois que Jerusalém foi destruída pelos romanos e se espalharam por vários pontos do Império. Esse acontecimento é conhecido como Diáspora. Os judeus passaram a ser, então, uma nação sem pátria. As especificidades de sua cultura e de sua religião impediram a assimilação por outras sociedades, como aconteceu com vários povos da Antiguidade. Com a saída dos judeus, a Palestina foi ocupada por povos de origem árabe.

O massacre protagonizado pelos nazistas contra os judeus comoveu o mundo quando a existência dos campos de concentração foi tornada publica. É preciso salientar que a existência dos campos de concentração não era uma informação de domínio publico, mas não era desconhecida das autoridades internacionais.

Os dirigentes de vários paises da Europa tinham informações sobre o que se passava na Alemanha antes mesmo da eclosão da Guerra em 1939. a espionagem foi uma marca das relações internacionais no séc XX. Existem documentos provando que o Vaticano também foi informado dos crimes cometidos contra aquele povo.

Embora tivessem se calado quando ainda poderiam ter salvado milhões de pessoas, as autoridades internacionais reunidas na ONU decidiram, ao final da Segunda Guerra Mundial, promover a criação do Estado de Israel para que os judeus voltassem a ter uma pátria.

A idéia da criação do Estado de Israel já estava sendo discutida e amadurecida desde o começo do séc. XX. Em 1917, a Inglaterra já se mostrava favorável a criação de Israel, mas a pressão árabe e a grande imigração de judeus, provocada pela perseguição nazista, não permitiram a conclusão de um acordo sobre o assunto. No dia 14 de maio de 1948 o líder judeu Davi Bem Gurion proclamou a fundação do estado de Israel. Imediatamente começou o primeiro confronto entre palestinos apoiados pelos outros árabes, e israelense, apoiados pelos norte-americanos. Nessa guerra, o território de Israel e a região não anexada foi unida à Cisjordânia para a formação da Jordânia. Dessa forma, os palestinos é que passaram a ser o povo sem pátria, como os judeus havia sido durante quase dois mil anos.

A Geopolítica no Oriente Médio:

O conflito tornou-se o padrão da relação entre árabes e israelenses no Oriente Médio. Qualquer movimento de cada um dos dois lados é entendido como fator de agressão, e talvez a intenção seja mesma. Dessa forma, ocasiões para o enfrentamento bélico não faltam.

Na origem do atual estado de Israel está o movimento sionista do séc. XX. Discriminados e perseguidos em inúmeros paises europeus, especialmente na Rússia Czarista, judeus iniciaram um movimento de internacional dirigido para o retorno a pátria. O movimento Sionista, através de organizações judaicas que financiavam a viagem dos colonos, produziu importantes fluxos migratórios na direção da Palestina. Em 1914, cerca de cem mil judeus imigrados já trabalhavam em colônias agrícolas na palestina.

Durante a Primeira Guerra Mundial a Palestina passa ao controle inglês. Em 1917, Lord Balfour, secretario dos negócios estrangeiros de Londres, anunciava a futura criação de um “lar nacional” judaico na região. Em 1922, a recém-criada Liga das Nações entregava a Palestina à administração britânica e aprovava a Declaração Balfour.

Entretanto, o plano não prosperou no conturbado período entre as duas guerras mundiais. A Palestina tornou-se palco de conflitos entre os judeus imigrados, cada vez em maior número, contra a a população árabe autóctone, assim como, entre judeus e os britânicos, que retardavam a aplicação da Declaração Balfour.

A Segunda Guerra Mundial com seu cortejo de horrores cometidos pelo nazismo contra os judeus colocou-se novamente em pauta a questão do “lar nacional” na palestina. Cresciam os conflitos entre as populações judia na região. A 29 de novembro de 1947, com o voto favorável da ex-URSS e dos EUA, a ONU aprovava um plano de partilha da Palestina que previa a criação de um estado árabe. O estado judeu, com cartoze mil quilômetros. E o estado árabe com onze mil quilômetros. A proporção maior e mais rica para os judeus o que os palestinos rejeitam. 

Em 1948 os britânicos saem da região e os judeus proclamam o Estado de Israel, apartir daí que o conflito se amplia. Egito, Jordânia, Líbano, Síria e Iraque atacam a região do Estado de Israel para conquistar algum espaço. O Egito consegue a região da Faixa de Gaza e a Jordânia consegue as regiões da Cisjordânia e Jerusalém oriental e os Palestinos acabam sem território. Em 1964 os Palestinos criam a OLP e a partir de 1967 inicia a Guerra dos Seis Dias onde Israel ocupa as regiões da Faixa de Gaza, Monte Sinai, Colinas de Golã, Cisjordânia e Jerusalém Oriental e muitas pessoas entre Palestinos são refugiados em outros países. 

Em 1973 começa a Guerra do Yom Kippur e entre 1977 a 1979 Israel e Egito fazem um acordo de paz e a região de Sinai é devolvida para o Egito. Em 1982 Israel invade o Líbano. Em 1987 explode a Intifada. Em 1988 o Conselho Palestino renuncia a Intifada e aceita o Plano de Partilha da ONU. Em 1993 com o Acordo de Paz de Oslo foi criada a Autoridade Palestina com o comando de Yasser Arafat. A partir de 2000 iniciou-se o segundo levante da Intifada, em 2001 Ariel Sharon é eleito primeiro ministro do Estado de Israel, onde ocupa territórios Palestinos e dá o início da construção do Muro da Cisjordânia, em 2004 Yasser Arafat morre e deixa o cargo da Autoridade Palestina para o eleito Mahmud Abbas e Israel destrói assentamentos palestinos na Faixa de Gaza e Cisjordânia. A organização para a libertação da Palestina (OLP) criada em 1964, por iniciativa da Liga Árabe é a principal representante dos palestinos. Depois de promover o terrorismo por vários anos, o grupo segue um cessar-fogo com Israel desde o acordo de paz em 1993, contudo a organização ainda cita, em seu estatuto a necessidade de destruição do estado de Israel.

E diante de tal realidade, podemos compreender que, do ponto de vista da política internacional, os fatores que viabilizaram a fundação de Israel no território da Palestina, provocou um dos mais prolongados e dramáticos conflitos da história contemporânea. A criação de Israel, decidida na ONU, em 1947, violou os direitos fundamentais do povo árabe palestino (70% do total da população nesse ano), garantidos pela Carta das Nações Unidas e pelo Pacto da Sociedade das Nações, ambos fontes do Direito Internacional, e violou o título jurídico adquirido pelos árabes através do acordo firmado com os países da Tríplice Entente, durante a Primeira Guerra Mundial, que garantia a independência da Palestina, causando revolta generalizada no mundo árabe, já profundamente ressentido do imperialismo ocidental na região.


Referência Bibliográfica:
GOMES, Aura Rejane, A Questão da Palestina e a Fundação de Israel. São Paulo: EDUSP, 2001.
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2 comentários:

José Marques disse...

Jamais concordarei com um estado misto, JERUSALÉM será Eternamente Indivisível.em 1948 os palestinos tiveram toda oportunidade de ser ""donos"" da metade dos territórios, e não quiseram. criaram um grande Exercito, a (LEGIÃO ÁRABE) para destruir da face da terra o recém criado estado de Israel. a justiça foi feita, os árabes foram enquadrados no código de ==> Gênesis 12:3..... KADDOSH YSRAEL. Shalom;

José Marques disse...

Esqueçam, Esqueçam!! ISRAEL Nuca mais será destruído, mesmo que haja SANGUE o suficiente para cobrir o monte sinai. ainda assim, ISRAEL continuará vivo e FORTE.===>> Salmos 124:v.1-8.
EL ELHÔHÊ YSRAEL
Shalom;