quinta-feira, fevereiro 09, 2012

09 de Fevereiro: Dia do Frevo.


Símbolos centenário da cultura pernambucana, o frevo, na era da música eletrônica, ainda consegue encantar uma grande quantidade de pessoas, seja pela sua músicalidade, pelos passos frenéticos de sua dança ou mesmo pelo sugestivo significado da própria palavra frevo, que, de uma maneira mais aceita, deriva da palavra ferver ou "frever".

No dia 09 de Fevereiro de 1907, a palavra frevo foi grafada pela primeira vez, por meio de uma matéria escrita pelo jornalista Oswaldo Oliveira no Jornal Pequeno que circulava pelas ruas do Recife. Um século depois, essa data passou a ser considerada como o dia do Frevo.

Como também sabemos, o frevo carrega em sua história uma longa influência de ritmos, sendo em um sentido mais amplo, uma mistura da marchas, das polcas e dos maxixes que eram tocados nos folguedos. Musicalmente o frevo tem três divisões: O frevo de rua, o frevo de bloco e o frevo canção. Além da riqueza de influências em sua musicalidade, o frevo também inclúi à sua história a influência dos elementos da capoeira, uma vez que, seus passos tiveram origem nos passos dos capoeiristas que saíam a frente dos blocos de carnaval com a finalidade de proteger os seus estandartes dos blocos rivais.

Visto a riqueza cultural incorporada a sua história, o frevo também é considerado um dos rítmos mais democráticos, pois, a sua música rápida e contagiante transmite alegria em qualquer local que sua música for tocada, seja nas ruas ou no salões.
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Novo Telecurso - História - Aula 20. ( A Colonização do Brasil ).




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Novo Telecurso - História - Aula 19. ( A Chegada dos Portugueses ao Brasil ).





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quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Fórum Social: O Que João Pedro Stedile Disse a Dilma em Porto Alegre.

Por Verena Glass - Repórter Brasil.

Durante o encontro de Dilma Rousseff com representantes do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial, o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) questionou a presidenta sobre a agenda ambiental do governo, em especial sobre o Código Florestal, a agricultura familiar, a agroecologia e a Amazônia. "Para nós não há possibilidade de desenvolvimento sustentável sem redução da desigualdade social", reafirmou Dilma.



Transcrição da fala de João Pedro Stedile, do MST, na reunião entre Dilma e representantes da sociedade civil, realizada em 26 de janeiro de 2012, durante o Fórum Social Temático em Porto Alegre:

“Quero começar, em nome dos movimentos sociais do campo, a cumprimentar a nossa presidenta por ter escolhido Porto Alegre e não Davos. A senhora parece ser realmente corajosa. Mas a minha obrigação aqui, em nome dos movimentos sociais do campo – sem querer representar a todos –, é trazer algumas idéias nesse espírito do diálogo aberto e franco.

Prometo não falar de reforma agrária, porque ela está paralisada, apesar de termos ainda 180 mil famílias acampadas nas beiras das estradas que precisam pelo menos de uma solução humanitária. Mas como o tema aqui é Rio + 20, nós analisamos no MST, com tudo que aprendemos na tradição de luta socialista e cristã, que a melhor pregação é o exemplo. Que o Brasil só pode liderar um processo internacional de defesa do nosso planeta, da nossa biodiversidade, se nós dermos o exemplo.

Nós temos uma agenda nacional que precisa ser resolvida. A primeira delas é que não podemos admitir as mudanças que foram acordadas no Senado para o Código Florestal. Vamos descobrir seu correio eletrônico para que o povo brasileiro lhe escreva para pedir o veto de alguns artigos que a senhora mesmo se comprometeu [a vetar] durante a campanha, e que nós não podemos aceitas.

Nós não podemos aceitar a anistia dos crimes ambientais dos latifundiários, assim como não aceitamos a redução da reserva legal, mesmo nos quatro módulos. Porque isso abre brecha para o capital internacional seguir desmatando o Cerrado e a Amazônia. A nossa política – esperamos que a senhora concorde – é do desmatamento zero. Não há necessidade de derrubarmos mais nenhuma árvore para seguirmos aumentando a produção de alimentos, inclusive em condições muito melhores.

A segunda agenda: nós precisamos fazer um grande programa nacional de reflorestamento para a agricultura familiar, controlado pelas mulheres – já que as mulheres agora mandam nesse país -, um programa para que cada agricultor familiar possa reflorestar dois hectares. Isso é uma merreca. O BNDES dá tanto dinheiro para multinacional, chegou até a financiar a America Online, massa falida… Por que não pode dar dinheiro para a agricultura familiar reflorestar o nosso país, que é uma contribuição para a humanidade?

Terceira agenda: nós precisamos com urgência um programa nacional que estimule a agroecologia. Um programa de políticas públicas que recupere uma agricultura sadia, que plante alimentos sem veneno. Quanto mais agrotóxico colocarmos nos alimentos, maior a incidência de câncer. É uma obrigação nossa produzir alimentos sadios, e para isso as técnicas da agroecologia são as mais recomendadas. Mas o governo está ausente, e é preciso ter políticas públicas que compensem e estimulem [estas práticas].

Quarta agenda: o Ministério da Integração Nacional anunciou que vai irrigar 200 mil hectares do Nordeste. Ótima noticia. Mas aí vai para lá a Cutrale, empresários do Sul, isso é uma vergonha, presidenta. Nós apelamos, em nome dos nordestinos, nós precisamos distribuir esses 200 mil ha para fazer assentamentos. Dois hectares por família, a senhora vai assentar 100 mil agricultores do Nordeste, que vão ficar juntinhos da água, e resolve três problemas: do alimento, da água e do emprego. Não precisa levar empresários do Sul. Senão vamos ocupar as terras deles.

Quinta agenda: nós não podemos nos conformar que governos do exterior deram 700 milhões para o Fundo Amazônia, e o dinheiro está lá parado no BNDES, e pela burocracia do banco só 10% do dinheiro foi aplicado. E ainda assim, dos 23 projetos, a maioria é de governos da Amazônia, de Rondônia, do Amapá. Ora, a vocação deste dinheiro é para recuperar a Amazônia, são projetos sociais, não é para governo. Governo tem outros mecanismos.

Por último, nós não podemos fazer uma conferência de meio ambiente e os nossos irmãos guarani-kaiowa continuam morrendo. Isso é uma dívida de honra. Nós não podemos aceitar que o agronegócio continue matando os povos indígenas que são os verdadeiros zeladores da nossa biodiversidade e do território. Então se a senhora só resolver os problemas dos guarani-kaiowá no Mato Grosso do Sul já vai para o céu. Agora, se não resolver isso, não adianta falar em biodiversidade, assinar documento. E a mesma coisa com as comunidades quilombolas. Faz dois anos que o Incra não legaliza nenhuma área quilombola. É a maior dívida social que nós temos, o país foi construído com trabalho escravo, e agora não consegue reconhecer uma área? Nós temos que recuperar a legalização das terras quilombolas.”

Fonte: Carta Maior.
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domingo, fevereiro 05, 2012

CURIOSIDADES: A Fundação do Partido Comunista do Brasil.

De pé da esquerda: Manoel Cendon, Joaquim Barbosa, Astrojildo Pereira, João da Costa Pimenta, Luis Peres e José Elias da Silva; sentados, da esquerda para a direita: Hermogênio Silva, Abílio de Nequete e Cristiano Cordeiro.

Ao contrário do que possamos imaginar, o Partido Comunista do Brasil, fundado em 1922 por figuras como Astrogildo Pereira, Cristiano Cordeiro, João da Costa Pimenta e outros camaradas não ocorreu em meio a um caloroso congresso com ampla participação da recém formada classe operária brasileira, nem tampouco, por meio de uma gigantesca plenária, com líderes políticos de todo o pais. A fundação do PCB ocorreu no Rio de Janeiro de forma clandestina, contanto com apenas nove delegados que representavam 50 militantes de células comunistas. Esse episódio foi narrado por Paulo Cavalcanti em um de seus livros de memória política da seguinte forma:

Em fim de março de 1922, formalizou-se, então a fundação do PCB no Rio, cujos trabalhos de encerramento se realizaram em Niterói, num prédio de dois pavimentos, em que morava Astrogildo, na companhia de umas velhas tias. Razão porque - segundo informa Cristiano - houve um episódio muito pitoresco de se cantar o hino da Internacional Comunista em voz baixa, para não incomodar as titias. Ou então para não assustá-las. (CAVALCANTI p.54).
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sábado, fevereiro 04, 2012

Video: A Nova Ordem Mundial Deve Ver.


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Trabalhadores Se Revoltam e Matam Patrão na Índia.

Revoltados com o assassinato do presidente do seu sindicato, M. Murali Mohan, os trabalhadores da empresa Regency Ceramics, na cidade de Yanam, Andra Pradesh, Índia, invadiram a casa de seu patrão e lhe espancaram com canos de chumbo até a morte.

Em greve desde o dia 2 de janeiro, mas reivindicando desde outubro de 2011 aumento salarial, a regularização de terceirizados e a reintegração de colegas injustamente demitidos, a empresa chamou a polícia na última quinta-feira para tentar resolver uma discussão com os trabalhadores. Murali, presidente do sindicato, foi demitido poucas horas após a polícia ter deixado o local.

Na manhã seguinte, às 06hs da manhã, Murali voltou à empresa e com outros trabalhadores organizou um piquete, obstruindo a entrada dos fura-greves. A polícia então foi acionada e agrediu os trabalhadores com cacetetes (chamados de lathis, na Índia), ferindo mais de 20 deles, incluindo Murali, que morreu a caminho do hospital. Centenas de trabalhadores se reuniram no lado de fora da delegacia e exigiram a condenação dos responsáveis por homicídio.

Várias medidas civis, como toque de recolher, foram impostas na cidade devido à rebelião que se iniciou e levou à morte do vice-presidente geral (e também presidente de operações e gerência) da Regency Ceramics, K. C. Chandrashekhar. Segundo a polícia, vários veículos foram queimados no lado de fora da delegacia. Oito trabalhadores foram atingidos num tiroteio, sendo crítica a situação de dois deles.

Trabalhadores da Regency Ceramics:

Assim que se espalhou a notícia da morte de Murali um grupo de 600 trabalhadores, apoiado pela população local, queimou cerca de 50 carros, ônibus e caminhões da empresa, ao mesmo tempo que outro grupo se dirigiu à casa de Chandrashekhar. Os trabalhadores da Índia recebem os menores salários entre os quatro países do chamado BRIC, o que lhe confere o título de país mais pobre deste grupo, apesar de sua economia ser considerada emergente.

A Regency Ceramics conta com 1.200 trabalhadores, sendo 800 deles terceirizados. O sindicato estava reivindicando a regularização de pelo menos aqueles com mais de 15 anos de serviço. Segundo o atual presidente de honra do sindicato, Harsha Kumar, os trabalhadores da Regency não tem aumento salarial há 10 anos.

Por: Glauber Ataide
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Download - Karl Marx


MARX, Karl.
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Mesmo não se tratando de um livro de economia política, a obra Liberdade de Imprensa escrito por Marx é um excelente texto para analisarmos a visão política do escritor alemão sobre a liberdade de imprensa e jornalismo. Marx foi jornalista durante muitos anos, em diferentes países da Europa e por meio dessa atividade que o mesmo passou a divulgar muitos dos seus pensamentos, defendendo a revolução proletária e promovendo a luta de classe pelo continente.
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quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Coluna: Manuel Correia de Andrade.

Seca, Fome e Poder.
Publicado em 07.01.2007


A recente divulgação feita pelo Pnud do Índice de Desenvolvimento Humano dos vários países do mundo dá margem a que se faça uma apreciação sobre a situação em que vivemos. Assim, a mídia procura mostrar que há uma forte coincidência entre o baixo IDH dos vários países do mundo com o fato de os mesmos se localizarem em áreas que são freqüentemente assolados pelas secas. E seca e fome são fatos muito sensíveis a nós, nordestinos, que vivemos em área de deficiência de chuvas e de intensa ocorrência de fome, ora endêmica, ora epidêmica, como já salientava, há décadas, o grande brasileiro Josué de Castro. 

Os países que possuem o mais baixo IDH do mundo situam-se na África, sobretudo nas áreas próximas ou no próprio deserto do Saara, como Guiné Bissau (antiga colônia portuguesa) com 0,349, Mali e Niger (antigas colônias francesas), com respectivamente 0,338 e 0,371. A Etiópia, tradicional reino africano nas proximidades do mundo árabe, e que esteve, durante anos, sob a dominação colonial da Itália fascista, tem IDH de 0,371. Este é um país original, tradicionalmente cristão, copta, cercado de árabes muçulmanos e manteve no poder uma dinastia autóctone até as últimas décadas do século 20. No Golfo de Guiné, já em parte coberta pela floresta equatorial, encontramos Serra Leoa, com IDH de 0,338, Buquina Faso, com 0,342, Chade, com 0,368 e República Centro-Africana, com 0,353, todos antigas colônias francesas (exceto Serra Leoa). Grande pobreza é ainda encontrada no Burundi, na região montanhosa das nascentes dos formadores do Rio Congo, com IDH de 0,348, e em Moçambique, 0,390, nas margens do Oceano Índico.

Em uma primeira reflexão poderíamos perguntar se haveria relação direta entre a ocorrência de secas e o baixo IDH, mas logo vemos que tal idéia é falsa, vez que há países com grandes áreas desérticas, como a Austrália, formado em sua maior porção por deserto e áreas semi-áridas, e no entanto possui IDH elevadíssimo, de 0,940, situação comparável à de países ricos da Europa Central, Ocidental e Setentrional e, na América do Norte, ao Canadá e Estados Unidos, superiores a 0,900. Leve-se em conta ainda que os EUA têm grande porção do território em áreas desérticas e semi-desérticas.

Mesmo na América Latina, onde as condições de vida são bem mais precárias do que na Europa e na América do Norte, observamos que países com grandes áreas desérticas e semi-desérticas como o México, o Chile, o Peru, a Argentina e o Brasil, têm IDH superior a 0,700, indicando que, apesar de suas preocupações econômicas, têm situação bem melhor do que a dos países africanos culturalmente mencionados.

No que se refere ao Brasil, devemos salientar que, além de o País possuir grande extensão territorial no semi-árido, há um processo acentuado de desertificação, face ao uso desorganizado e predatório de seus solos, que já podem ser considerados núcleos de desertificação. São áreas no Piauí, como a de Gilbués, anteriormente produtora de diamantes, no Ceará, no litoral Norte, no Rio Grande do Norte, no Seridó, onde se faz uma pecuária melhorada e se cultivou durante muito tempo algodão-mocó, e no sub-médio São Francisco, em Pernambuco e na Bahia, onde se desenvolve moderna cultura irrigada.

Manuel Correia de Andrade, historiador e geógrafo, é da APL.
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segunda-feira, janeiro 30, 2012

José Paulo Netto e o Futuro da Esquerda.


Professor e vice-diretor da Escola de Serviço Social da UFRJ, Doutor em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) com a tese “Autocracia burguesa e Serviço Social” de 1990. Algumas publicações: “Ditadura e Serviço Social - Uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64”, “Capitalismo Monopolista e Serviço Social”, “Crise do Socialismo e Ofensiva Neoliberal” e “Democracia e transição socialista”.
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