
No entanto, mesmo com todas as considerações as "cidades irmãs", achei mais conveniente focalizar uma maior atenção a Olinda, devido a afetividade que construir pela cidade, ao longo dos 10 anos que resido nos limites da antiga Vila das Sete Colinas (que não é Roma).

Diante de sua relevância histórica, Olinda foi palco de grandes fatos da história política e social de Pernambuco e do Brasil, além de ser considerada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO (1982) e em 2005 também recebe o título de Primeira Capital Brasileira da Cultura. Assim, quando resolvemos falar um pouco dessa cidade tão poética e dotada de grande beleza, adentramos em um campo notóriamente influenciado pela própria história.
Por fim, deixo esse pequeno texto como uma singela homenagem a Olinda, finalizando com a bela poesia escrita por Carlos Pena Filho.
Olinda.
"De limpeza e claridade
é a paisagem defronte.
Tão limpa que se dissolve
A linha do horizonte.
As paisagens muito claras
Não são paisagens, são lentes.
São íris, sol, aguaverde
Ou claridade somente.
Olinda é só para os olhos,
Não se apalpa, é só desejo.
Ninguém diz: é lá que eu moro
Diz somente: é lá que eu vejo.
Tão verdágua e não se sabe
A não ser quando se sai.
Não porque antes se visse,
Mas porque não se vê mais.
As claras paisagens dormem
No olhar, quando em existência.
Diluídas, evaporadas,
Só se reúnem na ausência.
Limpeza tal só imagino
Que possa haver nas vivendas
Das aves, nas áreas altas,
Muito além do além das lendas.
Os acidentes, na luz,
Não são, existem por ela.
Não há nem pontos ao menos,
Nem há mar, nem céu, nem velas.
Quando a luz é muito intensa
É quando mais frágil é;
Planície, que de tão plana
Parecesse em pé."
PENA FILHO, Carlos (1983). Os melhores poemas. São Paulo, Global Editora.

No entanto, mesmo com todas as considerações as "cidades irmãs", achei mais conveniente focalizar uma maior atenção a Olinda, devido a afetividade que construir pela cidade, ao longo dos 10 anos que resido nos limites da antiga Vila das Sete Colinas (que não é Roma).

Diante de sua relevância histórica, Olinda foi palco de grandes fatos da história política e social de Pernambuco e do Brasil, além de ser considerada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO (1982) e em 2005 também recebe o título de Primeira Capital Brasileira da Cultura. Assim, quando resolvemos falar um pouco dessa cidade tão poética e dotada de grande beleza, adentramos em um campo notóriamente influenciado pela própria história.
Por fim, deixo esse pequeno texto como uma singela homenagem a Olinda, finalizando com a bela poesia escrita por Carlos Pena Filho.
Olinda.
"De limpeza e claridade
é a paisagem defronte.
Tão limpa que se dissolve
A linha do horizonte.
As paisagens muito claras
Não são paisagens, são lentes.
São íris, sol, aguaverde
Ou claridade somente.
Olinda é só para os olhos,
Não se apalpa, é só desejo.
Ninguém diz: é lá que eu moro
Diz somente: é lá que eu vejo.
Tão verdágua e não se sabe
A não ser quando se sai.
Não porque antes se visse,
Mas porque não se vê mais.
As claras paisagens dormem
No olhar, quando em existência.
Diluídas, evaporadas,
Só se reúnem na ausência.
Limpeza tal só imagino
Que possa haver nas vivendas
Das aves, nas áreas altas,
Muito além do além das lendas.
Os acidentes, na luz,
Não são, existem por ela.
Não há nem pontos ao menos,
Nem há mar, nem céu, nem velas.
Quando a luz é muito intensa
É quando mais frágil é;
Planície, que de tão plana
Parecesse em pé."
PENA FILHO, Carlos (1983). Os melhores poemas. São Paulo, Global Editora.
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