segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Introdução aos Estudos Filosóficos - A Condição Humana.

INTRODUÇÃO A FILOSOFIA

O Termo Filosofia surgiu na Grécia Antiga para denominar a busca de homem na construção do conhecimento e para o entendimento do que está ao seu redor (natureza, humanidade etc.)

Foi por meio da preocupação em formular uma conhecimento, por meio das condições intelectuais dos seres humanos que a palavra filosofia surgiu. No sentido literal da palavra, Filosofa é a junção de duas expressões gregas:

Philo: Amor
Sophia: Conhecimento.

Ou seja, “Amor ao Conhecimento”

Nesse Contexto, fazer Filosofia é se colocar na posição de respeito a sabedoria. Atribui-se ao filósofo grego, Pitágoras a invenção da palavra filosofia. Segundo a história, Pitágoras teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que o homem pode desejar essa sabedoria, tornando-se filósofos.

Assim, a filosofia nasceu, quando alguns gregos admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações míticas (dos mitos), começaram a fazer perguntas e buscar resposta para elas, demonstrando que o mundo e os seres humanos podem ser conhecidos pela razão humana, e que a própria razão é capaz de conhecer a si mesma.

Nesse contexto, fazer filosofia, a priori, é se colocar na posição de “dúvida”, ou melhor, é questionar o que acontece ao nosso redor, uma vez que, somente com a dúvida que iremos encontrar as respostas. È por meio de hábito de se fazer perguntas que podemos encontrar a verdade sobre algo ou sobre alguma coisa.

Em suma, a filosofia surgiu quando alguns pensadores gregos se deram conta de que a verdade do mundo e dos humanos não era algo secreto e misterioso, que precisasse ser revelado por divindades, pelo contrário, a verdade poderia ser conhecido por todos, através de operações mentais de raciocínio. Assim, o homem foi atribuindo ao mundo respostas humanas, ficando mais clara a famosa divisão antropológica do Mundo Natural e o Mundo Cultural.

E assim podemos afirmar que, por meio da racionalidade, o homem passou a ser dotado de características além das instintivas (biológicas) típicas de sua espécie, e passou a ter atribuições culturais.

Quando temos uma visão antropológica sobre o homem, podemos enxergar a sua capacidade de se relacionar e transformar o meio natural de acordo com as suas necessidades, além disso, temos também na linguagem a forma fundamental do surgimento e das transmissões das características culturais aos outros indivíduos.

Entretanto, sabemos que o ser humano não nasce com uma linguagem definida, a sua linguagem será aquela comunicada no meio social em que ele vive, seja pela necessidade de aprender sobre o meio exterior, como também pelo contato social. Por isso que afirmamos que o isolamento para os homens acarreta em um não desenvolvimento das características humanas.


OS CAMPOS DA FILOSOFIA:

Lógica: 
O estudo da forma e da estrutura do próprio pensamento; procurando assim, o método ideal de raciocínio, análise e pesquisa.


Metafísica:
É o campo mais complexo da Filosofia. Pois compreende o estudo da realidade última das coisas, da natureza do ser, da mente humana, do conhecimento, dos sentidos, das relações entre o homem e a matéria. Analisa as definições, essências e conceito de todas as coisas. Quando questionamos sobre o “que é” ou “o que pode ser” alguma coisa,

Estética:
Quando abordamos questões sobre a finalidade da beleza para o ser humano, ou seja, a natureza do “belo”. Ou seja, é o estudo das formas de representações e das considerações sobre o belo, sobre as artes e demais formas de expressão de cultura.

Ética:
Estuda os valores e atos humanos; busca estabelecer os princípios e a conduta justa.

Política:
Estuda as formas de como o homem se organiza em espaços públicos e de como seria uma organização social ideal.

Enfim, o ato de filosofar envolve, fundamentalmente, uma mudança de postura diante da vida, descratando as explicações que nos foram impostas como verdadeiras e estabelecendo novas regras ao jogo. Passamos a ver o mundo de maneira diferente, com um olhar mais atento e certeiro.

Conhecendo além dos aspectos superficiais das coisas, principalmente sua razão de ser, com certeza estaremos mais próximos de uma cindição de vida mais livre. De posse dessa condição, podemos lutar pela dignidade humana ou nos tornarmos criaturas passivas, omissas, indiferentes. Todas essas possibilidades dependem, em última análise, do amor que temos pela vida e do respeito que nutrimos por nós mesmos.


A Condição Humana.

A condição humana representa as características essenciais da existência do homem em determinado espaço, visto que sem elas essa existência deixaria de ser humana, ou seja, a vida, a natalidade e a mortalidade, a mundanidade, a pluralidade e o planeta Terra pertencem à condição humana.

Para que haja condição humana, o viver do homem na Terra, de acordo com Hannah Arendt, está relacionado a três atividades fundamentais para a vida activa: o labor, o trabalho e a ação.

O LABOR:

É a atividade que corresponde ao processo biológico do corpo humano, cujos crescimento espontâneo, metabolismo e eventual declínio têm a ver com as necessidades vitais produzidas e introduzidas pelo labor no processo da vida. A Condição humana do Labor é a própria vida. (ARENDT, 2007).

Seriam as condições implícitas. em relação a alguns comportamentos e conhecimentos que nasce com o próprio ser humano. Seria uma forma de estoque inicial de informação, que vai se acumulando e se transformando com o passar da vida.

O TRABALHO:

É a atividade correspondente ao artificialismo da existência humana, existência esta não necessariamente contida no eterno ciclo vital da especie, e cuja mortalidade não é compensada por este último. O trabalho produz um mundo artificial de coisas, nitidamente diferente de qualquer ambiente natural. Dentro de suas fornteiras habita cada vida individual, embora esse mundo se destine a sobreviver e a transceder todas as vidas individuais. A condição humana do trabalho é a mundanidade. (ARENDT, 2007).

Podemos atribuir a essa condição humana, o processo do surgimento dos códigos e linguagens, além das representações materiais criadas pelos homens (artefatos, ferramentas, objetos etc.). Ou seja, se apropriando daquilo que é natural e criando novas técnicas e conhecimentos. Seria a ação antrópica, ou seja, as modificações humanas sobre o mundo natural e a formação de um mundo com significados culturais, ou seja, humanos.

A AÇÃO:

É a única atividade que se exerce diretamente entre os homens, sem a mediação das coisas e da matéria, corresponde à condição humana da pluralidade, ao fato de que homens, e não o Homem vivem na Terra e habitam o mundo. Todos os aspectos da condição humana têm alguma relação com a política; mas esta pluralidade é especificamente a condição de toda a vida política. (ARENDT, 2007).

Essa condição pode ser explicada através da análise sobre a vida política e social dos homens com os seus semelhantes. Nela, o homem, por meio da sua inteligência, procura socializar a sua existência com os demais, em busca do bem estar coletivo.


As Três atividades e suas respectivas condições têm intima relação com as condições mais gerais da existência humana: o nasimento e a morte, a natalidade e a mortalidade. O labor assegura não apenas a sobrevivência do indivíduo, mas a vida da espécie. O trabalho e seu produto, o artefato humano, emprestam certa permanência e durabilidade a futilidade da vida mortal e ao caráter efêmero do tempo humano. A ação, na medida em que se empenha em fundar e preservar corpos políticos, cria condição para a lambrança, ou seja, para a história. (ARENDT, 2007).

E diante disso, podemos refletir sobre uma questão muito importante para a compreensão sobre os seres humanos, a cultura.

CULTURA: Podemos definir esse termo, como qualquer criação material ou imaterial de origem humana, que foge indiretamente do âmbito natural. Diante disso, Em uma visão antropológica, podemos o definir a cultura como a rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Essa rede engloba um conjunto de diversos aspectos, como crenças, valores, costumes, leis, moral, línguas, etc.

Segundo alguns estudos filosoficos, o mundo está dividido em duas partes: O Mundo Natural e o Mundo Cultural.

O Mundo Natural: É aquele que pertence estritamente a própria natureza, é a condição exterior ao homem que não depende diretamente de sua vontade. É onde encontramos os seres e fenõmenos de todos os tipos, como minerais, vegetais e animais.

O Mundo Cultural: É a esfera criada pela ação humana, por meio de suas ações e criações materiais, suas práticas simbolizadoras e suas representações. Assim, a partir do momento em que o homem modifica o seu meio, através do seu trabalho e de suas técnicas, podemos dizer que ele está no campo cultural.

É válido ressaltar que, 0 mundo da natureza e o mundo da cultura, não são conceitos antagônicos, eles se completam. É o "ser" do mundo da natureza (do que nos é dado) e o "dever-ser" do mundo cultural.

È nesse contexto que encontramos a presença das características humanas Instintivas e Culturais. As primeiras, são inerentes as condições biológicas dos homens, ja a segunda, são desenvolvidas por meio da socialização, ou seja, o contato e a convivência dos indivíduos com os seus semelhantes.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARENDT, HANNAH. A Condição Humana, 10 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Atual. 2002.
COSTA, Maria Cristina Castilho Costa. Sociologia: Introdução à Ciência da Sociedade. São Paulo: Moderna, 1987.
SÁTIRO, Angelica, WUENSCH, Ana Miriam. Iniciação ao Filosofar. 3ª ed. São Paulo: Saraiva 1999.

##########################################################################################################  
















  

domingo, fevereiro 13, 2011

Paulinho Soares - Macacada.

Episódio dos Simpsons no Brasil.

Se foi algo proposital eu não sei, mas com absoluta certeza, após assistir o episódio dos Simpsons abaixo, podemos refletir bastante sobre os seguintes pontos:
a) O que representa a cultura e a sociedade brasileira para a comunidade internacional?
b) Como o Brasil vem sendo propagado nos veículos de comunicação pelo mundo?

Enfim, tirem suas próprias conclusões...

A Lei Seca Americana e os Speakeasies.

Quando tratamos sobre as décadas de 20 e 30 no campo da história ocidental, de fato, questões como o crash da Bolsa de Valores nos Estados Unidos e a posterior II Guerra Mundial, são questões que tem uma notável atenção por muitos historiadores. Entretanto, preferir tratar sobre esse período, uma outra questão, que ao meu ver, é muito pertinente: A Lei Seca Americana.

Pois bem, quando falamos sobre a Lei Seca decretada nas terras do Tio Sam, logo lembramos de um dos gângster mais conhecido, pela história e pelo cinema, Al Capone ou também conhecido como Scarface. De fato, essa lembrança, realmente está relacionada com os anos de 1920 a 1933, uma vez que, devido a essa lei que durou por 13 anos, Capone se transformou em uma das pessoas mais ricas dos Estados Unidos, com o contrabando de babidas alcoólicas, casas de jogos e bordeis.

Criada pelo governo americano, a Lei Seca visava acabar com os grandes problemas sociais existentes nesse período, como a pobreza e a violência (É válido ressaltar que, muitos americanos atribuiam ao álcool, a culpa por esses problemas). Assim, ficou proibida a  fabricação, o comércio e o transporte de bebidas alcoólicas, devido a 18º Emenda na Constituição Americana, causando muita alegria para a máfia, que fornecia várias qualidades de bebidas aos bares clandestinos, também conhecido como Speakeasies, expressão que era entendida como "falar baixo" justamente para não gerar desconfianças e possíveis problemas com a lei.

O cumprimento da lei, realmente foi um fracasso que desmoralizou, bastante o legislativo americano, ao mesmo tempo que enriquecia a máfia no contrabando das bebidas e aumentava o número de speakeasies pelos Estados Unidos, que serviam bebidas alcoólicas e tampem não pagavam a licença de funcionamento para o governo. Geralmente essas bares ficavam em locais discretos e até nos subterrâneos. Os Speakesies ao passar do tempo foi se tornando algo muito lucrativo e passava a envolver até outros setores da máfia e da polícia, ou seja, corrupção total no cumprimento da Lei Seca.


domingo, fevereiro 06, 2011

Questões Sobre os Maias, Astecas e Incas.

01. Recentemente, Alejandro Toledo foi eleito presidente do Peru. Durante a campanha eleitoral, foi chamado de Pachacútec, numa alusão ao imperador incaico que consolidou um império nos Andes centrais. Sobre a sociedade incaica, é correto afirmar que:
A)    o fato de constituir uma das mais significativas sociedades pré-colombianas tem como base a negação da cultura dos povos dominados.
B)    a sua economia tinha por base a agricultura, com a distribuição de terras pelo Estado e a prática do sistema de regadio.
C)    o que a diferenciava das demais culturas pré-colombianas era a idéia de uma sociedade igualitária.
D)    o comércio interno era significativo, tendo no guano um dos produtos mais valorizados.
E)    a sua cultura desapareceu com o processo da dominação espanhola.

02. Leia as assertivas.
I. Entre os astecas, os camponeses e os escravos – prisioneiros de guerra ou criminosos – formavam a
camada mais baixa da sociedade.
II. Fazia parte da cultura asteca oferecer aos deuses sacrificios humanos.
III. Entre os astecas, existiam tecnicas avancadas de construcao, como de represas e obras de irrigacao,
alem dos templos religiosos.
IV. O Imperio Inca, grosso modo, ocupava as encostas dos Andes e a sua consolidacao ocorreu em meados do seculo XV.
V. A estrutura politica dos incas permitia uma participação da maioria da populacao, por meio de consultas
periodicas.

Acerca das civilizacoes pre-colombianas, estao corretas as afirmativas:
A) I e III, apenas.
B) I, II, III e IV, apenas.
C) II, III e V, apenas.
D) III, IV e V, apenas.
E) I, II, III, IV e V.

03. Os Incas foram um dos povos indígenas da América cuja cultura foi surpreendente para os europeus
colonizadores quando de sua chegada à América. A propósito dos Incas, identifique a alternativa incorreta:

A) Viviam em estágio tribal bastante incipiente e não conheciam a agricultura nem a metalurgia.
B) Constituíram um vasto Império e seu território se estendia do sul da atual Colômbia ao Chile.
C)  Baseavam a sua organização econômica na propriedade familiar da terra e praticavam livre comércio dos excedentes agrícolas.
D)  Dispunham de um Estado dirigido pelo Inca, considerado uma divindade, e o poder deste chefe era
hereditário e absoluto.
E) Tinham conhecimento de matemática, de astronomia, de técnicas de irrigação, cerâmica e tecelagem, e
dominavam as artes da pintura e da escultura.

04. Sobre a conquista da América, é verdade dizer que astecas, incas e maias foram subjugados pelos
espanhóis, embora houvesse superioridade numérica de índios. Para isso contribuíram o uso de armas de
fogo, os conflitos internos entre os nativos e as doenças transmitidas pelos conquistadores. Sobre a
conquista dos incas, assinale a alternativa correta.

A) Os incas foram derrotados porque acreditaram que os conquistadores eram deuses de volta aos
Andes e se sacrificaram em frente deles.
B) A conquista do vasto território inca foi se consolidando sem resistência por parte dos indígenas,
sobretudo dos quéchuas, que foram exterminados.
C) O aventureiro Fernão Cortez cruzou o Panamá, chegou ao Pacífico e comandou a conquista dos
incas, aproveitando-se das lutas internas que enfraqueciam o Império.
D) Atahualpa consultou os sacerdotes-adivinhos para que explicassem a invasão dos conquistadores.
Por não obter resposta, o rei os matou, e dessa forma o Império teocrático colapsou.
E) O conquistador espanhol, após ter tido contato direto com Atahualpa, armou-lhe uma cilada e o fez
prisioneiro; pediu resgate em ouro, mas, mesmo assim, o matou. Sem o rei, o Império
desestabilizou-se e caiu.

05) Os indígenas da América:

A) viviam pacificamente no interior dos grandes impérios pré-colombianos (Inca, Maia e Asteca) até a chegada dos europeus, que destruíram as comunidades indígenas e dizimaram milhões de pessoas.
B) atravessaram conflitos em todos os períodos conhecidos de sua história, das lutas contra a dominação dos grandes impérios pré-colombianos à resistência frente aos europeus conquistadores e aos estados independentes.
C) conseguiram autonomia política após as independências nacionais, pois as repúblicas hispano-americanas permitiram o retorno à vida comunitária, suprimiram os tributos e o trabalho forçado.
D) mantiveram-se livres na área de colonização portuguesa, mas foram escravizados nas regiões de colonização espanhola e inglesa, tornando-se a principal mão-de-obra na agricultura e mineração.
E) unificaram-se atualmente em amplos movimentos de libertação que visam recuperar as formas de vida e de trabalho do período pré-colombiano e restaurar a autonomia das antigas comunidades.

06) As principais sociedades ameríndias (maias, astecas e incas) tinham como característica:

A) Homogeneidade étnica e diferenciação lingüística, localizando-se na chamada Mesoamérica (México e América Central).
B) Organização econômica com predominância da agricultura de subsistência, baseada em um sistema de propriedade privada, mas sem hierarquia social.
C) Organização política que evoluiu de teocracias centralizadas para impérios descentralizados, constituídos de cidades-estado bastante autônomas.
D) Cidades comparáveis a cidades européias, com calçamento, ajardinamento, sistema de esgoto e canalização de água.
E) Religião monoteísta, naturalista, em que se praticava a astrolatria e sacrifícios humanos.


07) Na América, desenvolveram-se sociedades que deram origem a grandes civilizações; é o caso da civilização Inca. Sobre ela podemos afirmar que:

A) os incas eram governados por um rei, que tinha como função principal comandar o exército; daí receber o título de "senhor dos guerreiros", comprometendo-se a ser responsável com os deuses e seu povo.
B) entre os incas, qualquer indivíduo, por mais humilde que fosse, poderia chegar a pertencer às classes mais altas, desde que tivesse mostrado bravura e valentia numa batalha.
C) Tenochtitlãn, sua principal cidade, foi construída numa pequena ilha, do lago Texcoco, na qual ao invés de estradas usavam-se canais como via de comunicação.
D) o predomínio social nessa civilização cabia a uma elite militar e sacerdotal, de caráter hereditário, comandada pelo Halach Uinic, responsável pela administração e cobrança de impostos.
E) os incas criaram um sistema de produção agrícola que garantia a sobrevivência da população, graças a um sistema de divisão das terras cultiváveis em três tipos: terra do Deus Sol, terra do Inca e a terra dos camponeses.

08)“Uma cidade era conquistada quando, após o cerco, conseguiam capturar o templo dos deuses locais, incendiando imediatamente o santuário do deus tribal”.
(POMER, Leon. História da América Hispano-Indígena/. – S. Paulo. Global, 1983, p.11.).

Todos os povos encontram argumentos para defender a guerra. Nos dias de hoje, assistimos ao governo americano justificar suas guerras com o objetivo de combater o terrorismo e assegurar a civilização ocidental. Os aztecas, antes de serem submetidos pelos espanhóis, consideravam a guerra um feito da
divindade Huitzlopachtll, mas também saíram beneficiados com os tributos conquistados junto ao deus.

A partir dessas considerações, podemos afirmar que os Astecas imprimiram à guerra um caráter
A) Sagrado, pois o espólio da guerra era um triunfo ao seu deus e a seus guerreiros;
B) Laico, devido à associação direta entre os sábios e sacerdotes na condução do exército;
C) Secular, graças à manifestação dos sacerdotes no oferecimento de oferendas públicas;
D) Espiritual, referendado pelo desejo de prover a harmonia na terra;
E) Temporal, por causa dos rituais próprios prescritos no calendário do deus sol.

09)Sobre as civilizações indígenas americanas no momento da conquista européia, podemos afirmar corretamente:

A) Somente os Maias e Tupis foram escravizados e tiveram sua cultura destruída no processo de conquista e colonização da América;
B) Cheienes, cheroquis, iroqueses e dakotas ocupavam várias regiões na América do Norte, foram exterminados pela colonização francesa, e sua marcha expansionista de norte a sul e de leste a
oeste (séc. XIX), teve como resultado a dominação das terras do atual EUA;
C) Tupis, Jês, Nuaruaques e Caraíbas ocupavam praticamente toda a região do atual território brasileiro, foram caçados para serem transformados em escravos pelos senhores espanhóis e holandeses, cujo objetivo seria vendê-los como produtores de especiarias para o oriente;
D) Maias, Astecas e Incas, que viviam na América Central, Vale do México e Região Andina, foram dominados pelos espanhóis no século XVI e perderam autonomia e controle sobre sua sofisticada o
organização sociocultural e política, permanecendo submetidos através do sistema de Encomiendas, Mitas ou Quatequil que os reduzia à escravidão permanente ou temporária;
E) Os indígenas brasileiros Tupis e Jês foram exterminados no processo da conquista portuguesa, sendo apenas possível seu conhecimento pela arqueologia.

10)  A chegada do invasor Hernan Cortez, chamado também como o conquistador da América espanhola, seria dada por meios de expansão da fé cristã, no que também este iria proceder a destruição sumaria das populações Astecas, motivado também pela:
A) Busca de novas fontes de recurso e geração de riquezas, como o caso do estanco de vegetais preciosos como o exemplo do paubrasil na América portuguesa;
B) Busca de riquezas metálicas, fato que não seria dado com sucesso, promovendo assim a uma conquista mais violenta sobre seus habitantes;
C) Ausência de riquezas imediatas que faria com que os povos mexicanos e posteriormente peruanos fossem subjugados a sistemas de escravidão pelos conquistadores;
D) Condição de que o conjunto de imagens da mentalidade do europeu sugeria a busca de paraísos cheios de riquezas metálicas, o que seria detectado nas cercanias da região do México.
E) Caça de matérias primas para o abastecimento dos cofres da Metrópole colonial, o que foi porém impreciso e cercado de fortes resistências dado o espírito aguerrido dos pré-colombianos.

########################################################################################################## 

CURIOSIDADES: De Onde Vem a Expressão, Dor de Cotovelo?

Utilizada para designar o despeito provocado pelo ciúme ou a tristeza de se ter sofrido alguma decepção amorosa, a origem da expressão "ter dor de cotovelo" está na clássica cena de algém sentado em um bar, com os cotovelos apoiado no balcão enquanto mexe uma bebida em um copo e chora o amor que perdeu. De tanto tempo lá naquela posição, o infeliz fica com dor no cotovelo.

E expressão incorporada pelos dicionários de língua portuguesa, se difundiu graças ao sambista Lupicínio Rodrigues. Lupe, como era conhecido, foi um mulherengo incorrigível. Usou suas diversas desilusões amorosas como inspiração para compor. Ele costumava classificar sua dor-de-cotovelo em três caegorias, conforme a intensidade: a federal, ele sempre acabava em um porre, a estadual, suportável; e a municipal, que não rendia sequer um samba. Praticamente todos os sambas de Lupe mencionavam a dor-de-cotovelo.

############################################################################################################






















Dia 06 de Fevereiro na História.

Depois de dominar a Ásia e partir para invadir a África, as tropas lideradas por Júlio César derrotaram os seguidores de Pompeu na Batalha de Thapsus. Esse foi o embate decisivo na guerra civil romana, entre César e Pompeu.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Coluna: Manuel Correia de Andrade.

A Ilha de Itamaracá
Publicado em 20.05.2007

A Ilha de Itamaracá, marco histórico e geográfico da maior importância para Pernambuco, tem sido objeto de numerosos estudos, como o geomorfológico, feito por Gilberto Osório de Andrade, o da Capitania de Itamaracá, de nossa autoria, e de livros de informações sobre aspectos históricos e culturais, além de ser famosa, também, pela ciranda da Lia e pela presença às vezes incômoda, dos habitantes das penitenciárias nela sediadas.

Seria interessante, no momento em que se incentiva o turismo, que o poder público estimulasse a realização de pesquisas e a publicação de livros de turismo, no estilo ou sob a orientação gilbertiana, que soube unir à condição de cientista social a de escritor literário. Itamaracá é a maior ilha pernambucana, maior mesmo do que o arquipélago de Fernando de Noronha, e a mais habitada, formando um município com sede na Vila do Pilar. Sua população é bem superior à de Fernando de Noronha, ficando separada do continente pelo canal de Santa Cruz, que é cortado por uma ponte. Além dela, situa-se, também nas proximidades da costa, a Coroa do Avião, desabitada, mas freqüentada durante o dia por banhistas que partem da Praia do Forte, em Itamaracá, ou de Maria Farinha, no continente. Na costa sul do Estado, em direção ao mar aberto, há a Ilha de Santo Aleixo, famosa desde o século 16, pela luta entre franceses e portugueses, e que hoje tem apenas uma habitação luxuosa e praias abertas ao público.

Itamaracá, porém, não tem somente a presença geográfica, tem também a presença histórica. Foi ocupada inicialmente por corsários franceses e depois por portugueses, e transformada, em 1535, em sede de uma capitania hereditária que se estendia por 30 léguas de terras, desde a Baía da Traição até o canal de Santa Cruz, onde foi fundada a Vila da Conceição, hoje Vila Velha, em torno de um modesto corsário e de uma igreja.

Por mais de dois séculos, antes de ser anexada a Pernambuco, Vila Velha compartilhou, com Goiana, da função de capital. Tendo sido alvo da conquista holandesa. Após o incêndio de Olinda, quando os batavos prometeram construir uma capital para a Nova Holanda, discutiram se ela devia situar em Olinda, Recife ou Itamaracá. A ilha era apontada como excelente área agrícola e produtora de uvas. Através dos tempos ela teve períodos de decadência e de esplendor, desenvolvendo sobretudo a cultura do coco-da-praia e da cana. Possui numerosos engenhos de açúcar, dentre os quais se destacam o Amparo, que foi durante algum tempo arrendado por Henry Koster, o São João, onde nasceu o conselheiro João Alfredo, e o Macaxeira. Os dois últimos estão hoje transformados em presídios, o que prejudica o desenvolvimento do turismo na ilha, apesar do crescimento das povoações praieiras, como Jaguaribe, Pilar, São Paulo e Forte de Orange.

Segundo a lenda, no período colonial dizia-se aos portugueses que migravam para o Nordeste do Brasil que se livrassem do Canal de Catuama, situado ao norte de Itamaracá, da Cadeia de Goiana e da Justiça de Igarassu. Também se dizia que Itamaracá era infelicitada por três pragas: a separação do continente, as saúvas que destruíam as plantações, e a família Guedes, que mandava tiranicamente na ilha.

Mas Itamaracá é uma ilha venturosa, com belas praias, cercada por arrecifes, próxima de centros urbanos importantes como Recife, João Pessoa, Goiana e Igarassu, com produção de frutas excelentes e com sítios aprasíveis. Nela Jorge Amado numerosas vezes veraneou na casa do advogado Rui Antunes, seu amigo, e escreveu livros famosos. Nela Gilberto Osório escreveu a tese com que conquistou a cátedra de geografia geral do Ginásio Pernambucano, tendo sido acompanhado numerosas vezes em excursões marinhas pelo geomorfólogo Aziz Ab’Sáber. Nela Andrade Lima Filho escreveu polêmicos artigos políticos, e nela viveu o famoso padre Tenório, seu vigário, enforcado por ter atuado na Revolução de 1817. Acreditamos ser oportuno que a Secretaria de Turismo do Estado estimule que se escreva um guia de turismo da ilha, agora que se projeta intensificar o turismo, com a transferência da Penitenciária Agrícola e do Presídio Barreto Campelo para outros lugares, no continente.

» Manuel Correia de Andrade, historiador e geógrafo, é da APL.
##########################################################################################################


domingo, janeiro 30, 2011

30 de Janeiro de 1948: Morre Mahatma Ghandi, na Índia.

"O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte".

Em 30 de janeiro de 1948, Mahatma Gandhi foi assassinado por um hinduísta fanático. Durante anos, o líder se empenhara com meios pacíficos para que a Índia se tornasse independente.
"A luz se foi de nossas vidas", declarou o então primeiro-ministro da Índia, Jawaharlal Nehru, em 30 de janeiro de 1948, dirigindo-se pelo rádio à nação que se tornara independente apenas alguns meses antes.

O líder Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido por Mahatma ("grande alma"), fora assassinado a tiros pelo nacionalista hindu Nathuram Godse. Antigo seguidor de Gandhi, Godse discordava da liberação de recursos financeiros da Índia para o Paquistão, num momento em que os dois jovens países iniciavam sua primeira guerra pela Caxemira.

A morte violenta contribuiu para idealizar ainda mais a figura de Gandhi como "pai na nação". Não há cidade ou povoado na Índia que não tenha um monumento ao homem magro e curvo, portando apenas uma túnica e uma bengala na mão. A questão é se a herança deixada por ele ainda tem algo a ver com a prática política na Índia de hoje.

Na verdade, numa sociedade repleta de conflitos – entre as castas, os grupos religiosos, as etnias, ou simplesmente pobres e ricos –, não há espaço para a ideia da não-violência pregada por Gandhi. Tampouco teve vez a ideia de desenvolvimento que ele defendia, ao estimular o renascimento dos processos artesanais.

Pacifismo x Autoritarismo:

Gandhi, porém, já era um santo enquanto vivo – e sobre os santos, não se discute. O enorme abismo entre seus ideais e a corrupção dos políticos de hoje leva antes à resignação. O que se esquece facilmente é que o próprio Gandhi era um político com grande senso de poder e muitas vezes até autoritário. Seu engajamento em prol dos párias é reconhecido para além das fronteiras da Índia.

Sendo filho de uma alta casta hindu, Gandhi lutou contra a marginalização dos párias, empenhou-se para que as portas dos templos hinduístas lhes fossem abertas. Chamou a atenção de muitos indianos que gozavam de educação britânica para a vida miserável nos povoados do país e sobretudo das castas mais baixas.

Ao mesmo tempo, porém, ele tendia a idealizar a situação e insistia obstinadamente em sua própria visão. O mais importante político dos párias em sua época, Ambedkar, defendia que os párias tinham outros interesses que os hindus. Eles deveriam, portanto (da mesma forma que os muçulmanos), votar separadamente dos demais eleitores e escolher seus próprios representantes para os parlamentos.

Gandhi, por sua vez, insistia em incluir os párias entre os hindus. Irritou-se de tal forma com as reivindicações de Ambedkar, que ameaçou jejuar até a morte, fazendo com que este cedesse. Era esta a forma pela qual Gandhi se utilizava da "não-violência", e não apenas perante os senhores coloniais.

A herança de Gandhi:

Gandhi empenhou-se, como poucos políticos de seu tempo, por uma reconciliação com os muçulmanos. Mas o hinduísmo desempenhou um papel central em sua vida. Suas ideias, seu programa político, tudo é impregnado do vocabulário hinduísta. Grande parte dos muçulmanos não se sentia representado por ele e insistiu na criação de um Estado próprio, o Paquistão.

Mahatma Gandhi não contribuiu apenas para que a Índia se tornasse independente sem muito derramamento de sangue. Muitos de seus pensamentos acerca do abismo entre a cidade e o campo, acerca da solução de conflitos sem o apelo à violência continuam sendo atuais, e não apenas dentro das fronteiras da Índia. Mas, para poder debater a esse respeito, seria preciso poder discutir também a respeito de suas falhas.

Thomas Bärthlein (lk).

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,421849,00.html
############################################################################################################




















sábado, janeiro 29, 2011

CURIOSIDADES: A Cachaça Era Utilizada Como Moeda no Tráfico de Escravos.

A Cachaça brasileira era um produto bastante conhecido e valorizado pelos comerciantes de escravos no continente africano. Durante o período colonial, a aguardente, produzida nos engenhos denominados de molinetes, já era um produto muito popular. Diga-se de passagem que existem registros oficiais que relatam que a coroa portuguesa tentou proibir a produção e o consumo da bebida, devido ao protecionismo sobre o vinho (prática típica do sistema mercantilista).

Entretanto, tudo que é proibido, torna-se mais gostoso! E na sociedade colonial, não seria diferente. E assim, a proibição da famosa "branquinha", de fato, estimulou ainda mais o consumo e o tráfico da bebida. Assim,  com o passar do tempo, a cachaça foi se incorporando na cultura brasileira, a ponto de se registrar o fato de que, 25% dos escravos trazidos da África era devido a troca pela aguardente, principalmente em Luanda.

############################################################################################################