terça-feira, julho 07, 2026

SELEÇÃO BRASILEIRA TORNA-SE "HEXA" EM AGUENTAR APENAS CINCO JOGOS EM COPAS


Confesso não ser especialista em questões futebolística, mas, inconformado com a leitura feita por alguns veículos de imprensa, acerca da campanha da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, avaliando como o pior desempenho do time, desde que foi campeão em 2002, busquei alguns dados e vi que, para a canarinha, "nada saiu do script" e essas narrativas são mais alarde, do que análise.

É bem verdade que a derrota por 2 a 1 para a Noruega selou o adeus do Brasil na Copa de 2026. Mas, dentro desse baque, a eliminação escancara uma estatística curiosa para o time, pois, desde o pentacampeonato de 2002, a seleção desenvolveu praticamente um "teto de vidro" intransponível, conseguindo um "hexa simbólico", em não passar da barreira da quinta partida em mundiais, caindo exatamente no quinto jogo, isso se observarmos as seis últimas edições do torneio.

Essa sina de campanhas interrompidas rigidamente no quinto jogo tem sido, na verdade, a marca maior da seleção.

Em 2006, o elenco estelar de Ronaldo e Ronaldinho, comandado por Parreira, foi eliminado pela França de Zidane; em 2010, o time liderado por Dunga, tendo nomes como Kaká e Robinho levou a virada da Holanda; em 2018 e 2022, a equipe de Tite e Neymar foi derrotada pela Bélgica e Croácia; e agora, em 2026, após três jogos na fase de grupos e um duelo contra o Japão, a equipe de Carlo Ancelotti tombou diante a Noruega, no fatídico quinto jogo.

Ou seja, "nada de novo no front", perdemos no quinto jogo, sem motivo pra análises tão draconianas.

Porém, vendo sob o prisma do "copo meio cheio", podemos dizer que a seleção conseguiu, em 2026, ganhar o seu primeiro "hexa", com esse "fantasma da quinta partida".

Do pragmatismo de Dunga à regularidade defensiva de Tite, chegando no rigor técnico de Ancelotti, não conseguimos sobreviver ao quinto jogo.

Vejamos agora, se na próxima Copa do Mundo, possamos avançar para as demais fases. A esperança e a torcida permanecem.



segunda-feira, junho 08, 2026

O BRASIL NA ENCRUZILHADA: A URGENTE E DELICADA RECONSTRUÇÃO NACIONAL (PARTE 6)


AS PERIPÉCIAS PERIGOSAS DE FLÁVIO BOLSONARO CONTRA O BRASIL E A CLASSE TRABALHADORA

A corrida antecipada para a sucessão presidencial costuma ser o momento em que as máscaras políticas caem com maior velocidade. No caso do senador Flávio Bolsonaro (PL), atual pré-candidato à presidência da República, as últimas semanas foram pedagógicas para o eleitorado. Longe dos discursos inflamados de redes sociais que simulam seu falso nacionalismo e a defesa do cidadão comum, a atuação prática do parlamentar desenhou de forma nítida a quem ele realmente serve. Suas movimentações recentes revelam um alinhamento explícito com as elites financeiras e os interesses estrangeiros, em total detrimento do povo e da classe trabalhadora brasileira.

O primeiro grande sintoma desse divórcio com a realidade da população nacional emerge dos recentes escândalos que ligam o senador aos bastidores do Banco Master. Mensagens e áudios revelados pelas investigações expuseram Flávio cobrando cifras milionárias — estimadas em R$ 134 milhões — do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar uma cinebiografia sobre seu pai. 

A promessa subsequente de apoio irrestrito ao empresário, que agora enfrenta graves problemas com a justiça, evidencia um padrão espantoso de promiscuidade entre o poder público e o topo da pirâmide financeira. Enquanto o brasileiro lida com juros abusivos, o pré-candidato usa de sua influência política para blindar e paparicar o grande capital.

Não bastasse a submissão aos banqueiros domésticos, as "peripécias" do parlamentar cruzaram as fronteiras da soberania nacional. Sua recente viagem a Washington para se reunir com o presidente Donald Trump resultou em um verdadeiro "gol contra" para a economia do país. 

Logo após a romaria da comitiva bolsonarista em solo norte-americano, os EUA concluíram uma investigação comercial que propõe taxas alfandegárias de até 25% sobre os produtos brasileiros. O pretexto estadunidense encontrou eco na própria atuação da extrema-direita: uma ofensiva descarada contra o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos que virou patrimônio da inclusão financeira no Brasil.

A perseguição internacional ao Pix joga luz sobre o verdadeiro compromisso de Flávio Bolsonaro. O relatório norte-americano acusa a ferramenta brasileira de gerar concorrência desleal contra as gigantes operadoras de crédito dos EUA. Ao invés de defender com unhas e dentes a tecnologia nacional que livrou milhões de trabalhadores e pequenos comerciantes de taxas bancárias extorsivas, o clã Bolsonaro preferiu atuar como linha de frente das corporações estrangeiras. 

Defender o fim ou a limitação do Pix para inflar os lucros de bandeiras internacionais de cartão de crédito é o ápice do entreguismo econômico e da traição ao bolso do trabalhador.

Contudo, o ataque definitivo contra o povo se materializa na esfera legislativa com o apoio escancarado à Proposta de Emenda à Constituição PEC 12/2026. Apelidada justamente de "PEC da Escravidão" pelos movimentos sociais, a medida representa a destruição final do que restou da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

Sob o manto hipócrita da "liberdade de contratação" e flertando com retrocessos civilizatórios como as escalas abusivas, a proposta visa aniquilar o poder de barganha coletiva da classe trabalhadora, retirando o chão de direitos históricos conquistados a duras penas.

O perigo mais profundo dessa emenda reside no trecho que determina, de forma explícita, que deve "prevalecer o disposto em contrato individual de trabalho sobre os instrumentos de negociação coletiva". Trata-se do esvaziamento completo dos sindicatos e da anulação de garantias coletivas, empurrando o trabalhador hipossuficiente para uma falsa "negociação" individual contra o poder econômico do patrão. 

Ao validar essa barbárie jurídica, Flávio Bolsonaro carimba seu projeto de país: um Brasil submisso a Wall Street, amigável a banqueiros sob investigação e impiedoso com a dignidade da classe trabalhadora.

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