Quando rememoramos os "anos de chumbo", período em que o Brasil passou por uma ditadura militar, é comum falarmos das passeatas e confrontos dos setores de resistência ao golpe, com as forças militares, sobretudo no final da década de 1960.
E frente a tal contexto, temos em nossa história, uma espécie de "ensaio geral de lutas", que se deu com um conjunto de manifestações organizadas em setembro de 1966, que mobilizaram estudantes de vários cantos do Brasil, tomando as ruas do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e outras capitais.
Tudo isso, no entanto, ganhava contornos de um projeto político muito mais amplo quando sintetizado na palavra de ordem que ecoava de norte a sul do país: "Abaixo a Ditadura". Não era apenas uma disputa por verbas ou vagas nas faculdades; era um xeque-mate simbólico na legitimidade de um regime que tentava silenciar a sociedade a partir de todo sistema institucional de repressão e violência.
E hoje, justamente nesse 22 de setembro, rememoro a setembrada de 1966 e o dia nacional de protesto, na inteção de assim refletir sobre os rumos que almeajamos para o Brasil, visto os verdadeiros interesses do seu povo. E que episódios como a ditadura militar estejam enterrados em nossa história e que das suas memórias, somente possamos extrair lições valorosas, principalmente acerca da relevância da democracia, dos direitos humanos e da soberania nacional. Mil vivas à resistência!
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Quando rememoramos os "anos de chumbo", período em que o Brasil passou por uma ditadura militar, é comum falarmos das passeatas e confrontos dos setores de resistência ao golpe, com as forças militares, sobretudo no final da década de 1960.
E frente a tal contexto, temos em nossa história, uma espécie de "ensaio geral de lutas", que se deu com um conjunto de manifestações organizadas em setembro de 1966, que mobilizaram estudantes de vários cantos do Brasil, tomando as ruas do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e outras capitais.
Tudo isso, no entanto, ganhava contornos de um projeto político muito mais amplo quando sintetizado na palavra de ordem que ecoava de norte a sul do país: "Abaixo a Ditadura". Não era apenas uma disputa por verbas ou vagas nas faculdades; era um xeque-mate simbólico na legitimidade de um regime que tentava silenciar a sociedade a partir de todo sistema institucional de repressão e violência.
E hoje, justamente nesse 22 de setembro, rememoro a setembrada de 1966 e o dia nacional de protesto, na inteção de assim refletir sobre os rumos que almeajamos para o Brasil, visto os verdadeiros interesses do seu povo. E que episódios como a ditadura militar estejam enterrados em nossa história e que das suas memórias, somente possamos extrair lições valorosas, principalmente acerca da relevância da democracia, dos direitos humanos e da soberania nacional. Mil vivas à resistência!
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